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Mundo Protestos na Colômbia deixam três mortos

Várias cidades do país amanheceram nesta sexta-feira (22) com problemas de transporte público e chamados a novos protestos

Foto: Reprodução/Twitter
Protestos da Colômbia (Foto: Reprodução/Twitter)

Os protestos na Colômbia contra o governo de Iván Duque deixaram três pessoas mortas na quinta-feira (21), anunciou o ministro da Defesa do país, Carlos Holmes Trujillo, nesta sexta-feira (22).

“Nas últimas horas, as autoridades confirmaram a morte de duas pessoas em Buenaventura, em meio aos distúrbios, e uma outra em Candelaria, municípios do [departamento] Valle del Cauca”, no oeste do país, declarou Trujillo em coletiva de imprensa.

O ministro disse que os mortos em Buenaventura, o principal porto da Colômbia no Pacífico, morreram em meio a tentativas de saques em um centro comercial que a polícia tentou combater.

“Como resultado do confronto entre os vândalos e a força pública, e em fatos que são investigados, houve a morte de duas pessoas, e foram feridos um intendente da polícia e um infante da Marinha”, acrescentou Trujillo.

O ministro disse que uma comissão da força pública foi transferida para a área para “analisar em primeira mão os procedimentos executados” pelos policiais nos combates. Trujillo não deu detalhes sobre o falecido em Candelaria, a cerca de 93 km de Buenaventura, embora uma fonte do ministério tenha dito que a morte também ocorreu em meio a tumultos.

Ele afirmou que as autoridades abriram 11 investigações preliminares sobre “possíveis ações irregulares” de policiais contra manifestantes em Bogotá, Cali, Manizales e Cartagena.

Protestos

A Colômbia tem protestos em várias cidades há dias. As manifestações, que já duram dias, causaram problemas no transporte público em várias cidades também nesta sexta-feira.

Ex-candidato à presidência pela esquerda, Gustavo Petro pediu um novo protesto na tarde desta sexta, chamando as pessoas a bater panelas e frigideiras na praça central de Bogotá – em uma expressão tradicional de protesto conhecida como “cacerolazo” em espanhol, ou “panelaço” em português.

O pedido de Petro não é apoiado pelos sindicatos que organizaram a marcha de quinta-feira, quando mais de 250 mil pessoas foram às ruas, segundo a agência de notícias Reuters. Os manifestantes foram motivados pela expectativa de que o governo altere algumas regras econômicas – aumente a idade mínima de aposentadoria, permita que se contrate jovens abaixo do salário mínimo e elimine um fundo de pensão estatal.

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