Sábado, 03 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 6 de agosto de 2015
O ex-diretor de Serviços da Petrobras, Renato Duque, foi ouvido por delegados da PF (Polícia Federal) do Paraná, pelo procurador Carlos Fernando de Souza Lima, do MPF (Ministério Público Federal), e por dois procuradores da República de Brasília. Foi a primeira audiência dos procuradores com Duque para tratar da sua delação premiada.
O encontro, realizado na sede da PF em Curitiba, demorou duas horas. Na saída, Lima não quis confirmar se o ex-diretor da Petrobras já começou a depor formalmente. Advogados informam que antes do primeiro depoimento oficial, o delator conta o que sabe para que os procuradores avaliem se vale a pena pedir ao juiz Sérgio Moro a homologação do acordo.
Como na quarta-feira vieram procuradores de Brasília, comenta-se que Duque possa ter falado da participação no esquema de corrupção da Petrobras de políticos com foro privilegiado. A primeira reunião para negociação foi acompanhada pelo advogado de Duque, Marlus Arns de Oliveira, que ao chegar para o encontro, preferiu não dar detalhes da negociação.
Dirigentes do PT temem que Duque fale sobre suas relações com o partido. O ex-ministro José Dirceu o teria indicado para o cargo e, segundo o delator Pedro Barusco, ex-gerente da área de Serviços da Petrobras, o PT ficava com uma parte das propinas de sua área.
Dirceu, que passou a primeira noite em uma cela da carceragem da PF de Curitiba, depõe na próxima semana. O mesmo vai acontecer com outro preso, Fernando Moura. Os dois tiveram prisão preventiva decretada na segunda-feira. Para esta quinta-feira está previsto o depoimento do irmão de Dirceu, Luiz Eduardo de Oliveira e Silva. A PF dá prioridade a ouvir primeiro os que tiveram prisão temporária decretada, de cinco dias. A expectativa é de que eles sejam colocados em liberdade na sexta-feira. Dirceu e Fernando Moura permanecerão presos por tempo indefinido.
Os comentários estão desativados.