Domingo, 20 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 4 de dezembro de 2015
Deputados do PT apresentaram ao STF (Supremo Tribunal Federal) uma ação para anular a decisão do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de aceitar o processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, mas desistiram depois que o ministro Gilmar Mendes – que é desafeto do partido – foi sorteado para relatar o recurso.
O texto encaminhado pelo partido alega que Cunha cometeu desvio de finalidade e agiu em retaliação ao PT.
Esse era o terceiro processo que chegou ao STF para invalidar o ato do peemedebista e seria analisado por Mendes, que tem feito duras críticas ao governo petista diante do esquema de corrupção da Petrobras.
A ação foi proposta pelos deputados Paulo Teixeira (PT-SP), Paulo Pimenta (PT-RS) e Wadih Damous (PT-RJ), e sustenta que Cunha fere os princípios constitucionais da legalidade, moralidade e impessoalidade.
Os petistas disseram que o presidente da Câmara incorreu em desvio de finalidade, praticando ato inerente a sua função pública para promover finalidades ilícitas.
De acordo com os deputados, Cunha usou a abertura do pedido de afastamento para chantagear o governo e tentar escapar com votos petistas do processo de cassação em análise do Conselho de Ética da Casa, que apura quebra de decoro parlamentar em razão de questões ligadas a sua investigação na Operação Lava-Jato. (Folhapress)
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