Sexta-feira, 02 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 2 de outubro de 2026
O presidente do PT (Partido dos Trabalhadores), Edinho Silva, negou que a ministra Estela Aranha, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), favoreça a sigla e reclamou da atuação da ministra em caso de fala distorcida do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Opositores passaram a criticar Aranha por decisão em que proibiu a TV Globo de exibir um púlpito vazio com o nome de Lula no debate presidencial – que acabou sendo cancelado pela emissora. A ministra teve cargo no governo do petista.
Edinho disse que, caso a ministra não proibisse a emissora, haveria um “escárnio”. “Se Lula avisou há muito tempo que não iria, ao colocar uma cadeira e fazer perguntas para ele ausente, o debate deixa de ser um instrumento de confronto de ideias e passa a ser para constranger um candidato”, argumentou.
O coordenador-geral da campanha de Lula disse, contudo, que a atuação de Aranha prejudicou e irritou o PT nos últimos dias. Edinho reclamou que a ministra não concedeu direito de resposta após opositores distorcerem um discurso do presidente sobre exames ginecológicos.
“Vocês sabem que a fala foi deturpada (…). Essa mesma ministra não julgou algo fundamental para nossa campanha, este nosso pedido, que era restabelecer a verdade. E se ela julgar hoje não dará tempo de ter direito de resposta. Nossa irritação ontem era grande. E ela não analisou o nosso pedido sequer”, disse.
As falas de Edinho aconteceram em conversa com jornalistas nesta sexta-feira (2) na capital paulista.
Estela Aranha
Indicada por Lula para a Corte eleitoral no ano passado, a magistrada Estela Aranha atuou no governo do petista. Estela foi nomeada ministra do TSE em 1º de agosto de 2025 para um mandato de dois anos. No governo Lula, a ministra foi secretária de Direitos Digitais do Ministério da Justiça e Segurança Pública sob a gestão de Flávio Dino. Na secretaria, ela ganhou destaque pela atuação combativa em relação às big techs.
Mais tarde, foi nomeada assessora especial da Presidência da República, dentro da assessoria internacional do órgão, chefiada pelo ex-chanceler Celso Amorim.
A magistrada também foi assessora no gabinete da Presidência do TSE em 2025, quando era chefiado pela ministra Cármen Lúcia. Estela também foi integrante do Conselho Consultivo de Alto Nível da ONU sobre Inteligência Artificial e foi presidente das comissões de Proteção de Dados do Conselho Federal da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) no Rio de Janeiro.
Graduada em Direito pela Universidade de São Paulo em 1999, Estela fez mestrado em Direito Constitucional no IDP (Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa). A ministra é conselheira da OAB-RJ e foi presidente da Comissão de Proteção de Dados e Privacidade da OAB-RJ e coordenadora do Núcleo de Proteção de Dados e Privacidade do IBCCRIM (Instituto Brasileiro de Ciências Criminais).
Além disso, também foi coordenadora do Núcleo de Estudos Avançados da IBCCrim e atuou como professora convidada em cursos na ESA/RJ, EMERJ, FGV, Mackenzie, EPD e na Pós-Graduação de Direito Digital do IDP. A principal área de atuação está ligada ao direito digital e à inteligência artificial. As informações são da CNN.
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