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Colunistas PT é contra as privatizações para manter as boquinhas nas estatais?

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Lula também afirmou que deve voltar a viajar o país para divulgar as ações do governo e combater o que chamou de "fake news" e "mentiras".(Foto: Agência Brasil)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

O grito contra as privatizações das empresas estatais sempre fez parte do arsenal de Lula e do Partido dos Trabalhadores para vencer as eleições. Pode ser uma empresa deficitária, obsoleta, ineficiente que lá estava a militância a tachar como entreguista quem precisou se livrar daquela companhia. Claro que existe uma questão ideológica por trás do antigo delírio de aspirar uma economia completamente controlada pelo Estado e por suas empresas. Mas percebe-se também a presença da hipocrisia no discurso: querem muitas empresas estatais ou com participação do Estado para resolver a vida econômica dos companheiros.

A reportagem do Estadão revelando que o governo Lula garante renda extra a 323 aliados que nomeou para conselhos de estatais ou de empresas privadas das quais a União é acionista, é uma prova da tese de que o objetivo de se controlar empresas é também fazer crescer o volume dos bolsos de quem é amigo.

Na época de FHC, um deputado federal petista chegou a pedir o impeachment do ex-presidente por causa de vendas das estatais. Nem mesmo a evidência do setor de comunicação, cuja privatização tornou a telefonia acessível a milhões de sem-aparelho, faz convencer um militante de que estavam errados ao condenar de maneira tão veemente a venda das empresas do setor.

Desde então, as estocadas de Lula contra as privatizações das estatais nunca pararam. Em setembro do ano passado, chamou de “bando de imbecis” quem defende a venda da Petrobras. Um mês depois, atacou quem acredita que o Estado não precisa ser dono para Eletrobras. Paralelamente, tentou colocar Guido Mantega – o ministro sócio da ex-presidente Dilma Rousseff na construção de uma das maiores crises econômicas da nossa história – no conselho de administração da Vale. Como não conseguiu, Lula atacou sua privatização. “Cadê a bondade dessa empresa privatizada? O que ela trouxe de verdade de lucro para o País? O que a Vale tem produzido de novo?’ Nada”, afirmou à época. Hoje, inclusive, uma frente de batalha dos petistas é desmontar a lei das estatais, que exige critérios técnicos para a nomeação de seus dirigentes.

Quem tem memória boa também vai se recordar de que Jair Bolsonaro era um militante estridente contra as privatizações. Defendeu o fuzilamento de FHC após a privatização da Vale, aliás, “por entregar as riquezas nacionais”. Era o período (bastante longo) em que os petistas e o representante dos militares votavam juntos nas pautas econômicas do Congresso.

É claro que é possível defender as estatais por questões técnicas e econômicas. Vai depender de seu modelo do que seja o melhor para o desenvolvimento do País. Mas na gestão do Partido dos Trabalhadores esse argumento possui bastante dificuldade para prosperar. Em 2024, as estatais registraram déficit primário de R$ 8 bilhões – o pior resultado desde o início da série histórica. Em 2023, o prejuízo foi de R$ 2 bilhões. Entre 2017 e 2022, essas empresas registraram lucro. Para a novilíngua do governo, a derrama recente tratou-se de “materialização de investimentos”. Coerentemente, o maior escândalo conhecido de desvios de recursos no Brasil envolveu uma estatal: a Petrobras, revelado pela finada Lava Jato.

A ironia da história é que a maior vítima política desse discurso algo insincero do petismo em relação às estatais é o atual vice-presidente da República, Geraldo Alckmin. Em mais uma de suas inúmeras fake news ao longo da trajetória da agremiação, o PT insinuou que o então candidato do PSDB à Presidência da República, em 2006, pretendia vender estatais caso assumisse o Palácio do Planalto. A reação foi vexatória para o tucano: apareceu vestido com uma jaqueta bege com os símbolos do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal, da Petrobras e dos Correios. Obteve menos votos no segundo turno do que no primeiro.

Opinião por Fabiano Lana

Fabiano Lana é formado em Comunicação Social pela UFMG e em Filosofia pela UnB, onde também tem mestrado na área. Foi repórter do Jornal do Brasil, entre outros veículos. Atua como consultor de comunicação. É autor do livro “Riobaldo agarra sua morte”, em que discute interseções entre jornalismo, política e ética.

 

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

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João Souza
11 de maio de 2025 15:08

É uma pena que os eleitores petistas, em sua maioria semi analfabetos, não acreditem na realidade mostrada a toda hora, ,porque não se interessam em assistir/ou ler, jornais escritos ou falados, preferindo a alienação com novelas e outras baboseiras mostradas na TV. Desta forma acreditam que o governo só é bom porque distribui esmolas para o povo.Povo vagabundo, que não quer trabalhar e só que viver às custas de esmolas, tipo salário miséria ou bolsa esmola pra estudantes que não querem estudar, nem trabalhar. Tudo pago pelos trabalhadores honestos, que pagam impostos exorbitantes, pra sustentar um poder público corrupto e… Leia mais »

Fernando Krause
11 de maio de 2025 20:11

O lulopetismo é uma fábrica de vagabundos que não querem trabalhar para serem eternos dependentes das bolsa-votos, bolsa-procriação, bolsa-cachaça, bolsa-bet…

Vanderlei Stefani
11 de maio de 2025 20:17

Rede Pampa desencravando mais uma merdha de extrema direita kkkkkkkk

Vanderlei Stefani
11 de maio de 2025 23:17

⚠️ NOVO GOLPE QUE VEM DE WASHINGTON.
(Extremamente essencial conferir na íntegra).

___CÉSAR FONSECA – Foto Agência Brasil

● O mal em nome do bem.
Jornal francês mostra como os EUA usaram a “lava jato” para seus próprios fins..
___Redação ConJur
● 10 de abril de 2021, 12h49.
[10/5 16:20]…See more

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