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Política PT envia relatório paralelo do INSS à Polícia Federal e ao Supremo, após impasse em CPMI

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Texto amplia lista de investigados e mira aliados de Bolsonaro após impasse na comissão. (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado) Fonte: Agência Senado

A bancada do PT decidiu encaminhar às autoridades um relatório próprio sobre o esquema de desvios no INSS após o encerramento da CPMI sem consenso sobre o parecer final. O documento será enviado à Polícia Federal e ao Supremo Tribunal Federal (STF).

A comissão parlamentar, que investigou fraudes em aposentadorias, terminou os trabalhos sem aprovar um relatório oficial. O parecer do relator, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), enfrentou resistência da base governista, enquanto um texto alternativo apresentado por parlamentares do PT não chegou a ser votado.

O relatório paralelo foi elaborado sob coordenação do deputado Rogério Correia (PT-MG) e amplia o escopo das investigações. O documento lista cerca de 201 nomes, com pedidos de indiciamento imediato para 130 pessoas e aprofundamento das apurações em outros 71 casos.

Entre os alvos citados no texto estão o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), apontado como responsável pela articulação do esquema, além do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), incluído por suspeitas relacionadas a lavagem de dinheiro. O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) afirmou que Bolsonaro seria o “chefe do esquema criminoso que roubou bilhões de reais dos aposentados e aposentadas”.

A versão petista também sustenta que as irregularidades tiveram início em 2017 e se expandiram nos anos seguintes, com maior alcance durante o governo Bolsonaro. O partido afirma ter reunido documentos e dados que sustentariam essa linha de investigação.

No comunicado, o PT criticou a condução da comissão e afirmou que houve uma decisão política ao encerrar os trabalhos sem votação do relatório alternativo. “A Bancada do PT lamentou o fato de o presidente da comissão, o senador bolsonarista Carlos Viana (Podemos-MG), ter ignorado o regimento do Congresso”, diz a nota.

O parecer de Gaspar, por sua vez, havia pedido o indiciamento de 21 investigados e chegou a incluir solicitação de prisão preventiva, com acusações como corrupção passiva, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Durante a votação, a comissão rejeitou o indiciamento de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), por 19 votos contrários e 12 favoráveis. O resultado evidenciou a divisão interna no colegiado e contribuiu para o impasse final.

Com o envio do relatório paralelo, o PT tenta manter as investigações em curso fora do Congresso, transferindo a disputa para órgãos de investigação e para o Judiciário. (Com informações do portal InfoMoney)

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