Quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 2 de abril de 2016
Setores do governo e do PT defendem que, se a Câmara dos Deputados não aceitar o pedido de impeachment, a presidenta Dilma Rousseff deve liderar um amplo processo de reconciliação nacional para retomar a estabilidade política, a governabilidade e viabilizar saídas para a crise econômica.
Segundo fontes do Palácio do Planalto e do partido, o processo seria liderado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na condição de ministro da Casa Civil, e passaria por um entendimento com setores da oposição. Também voltou a ganhar força a ideia de Dilma enviar ao Congresso Nacional um projeto para abreviar o seu mandato e convocar novas eleições para presidente da República, senadores e deputados.
Aliados da chefe do Executivo consideram um eventual novo pleito uma alternativa viável para a retomada da estabilidade. “Do jeito que está, ninguém ganha”, argumentou um parlamentar ligado à base governista.
A ferramenta legal para convocar novas eleições seria uma PEC (proposta de emenda à Constituição) com a aprovação do Parlamento. A proposta, porém, não teria sido bem vista pelo Planalto, pelo risco de passar a impressão de que Dilma “entregou os pontos”. (AE)
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