Quarta-feira, 05 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 3 de abril de 2016
Depois de uma análise detalhada da nova fase da Operação Lava-Jato, o PT passou a trabalhar com o que considera o pior cenário: as delações premiadas do ex-secretário-geral do partido Silvio Pereira e do empresário Ronan Maria Pinto. Petistas avaliam que os dois, presos na fase batizada de Carbono 14, têm potencial explosivo, já que estão na órbita de dois escândalos que antecederam o petrolão – o mensalão e o caso do prefeito Celso Daniel, assassinado em 2002.
Petistas avaliam que tanto Silvinho como Ronan não possuem o perfil de aguentar muito tempo na cadeia. O primeiro é considerado um homem instável. E, sabe-se agora, recebeu uma mesada por um longo período. O segundo foi apontado nas delações como o receptor de R$ 6 milhões para não falar sobre o caso Celso Daniel.
Durante mais de uma década, os dois ficaram em silêncio. Mas agora, o temor no comando do partido é de que os dois decidam falar o que sabem. Neste sábado (02), em um rápido discurso em Fortaleza, o ex-presidente Lula não mencionou a Operação Lava-Jato ou as novas investigações que ligam o petrolão ao mensalão e ao caso do prefeito Celso Daniel.
Lula preferiu partir para o ataque. Dentro da estratégia de evitar o desgaste do escândalo de corrupção e desviar o foco, o ex-presidente disparou contra o vice-presidente Michel Temer ao afirmar que que o peemedebista sabe que impeachment é golpe. E disse que voltará a ser ministro da Casa Civil do governo Dilma se o Supremo a decisão que suspendeu a posse. Lula tenta resolver o seu problema mais urgente – evitar a queda do governo Dilma – para depois encarar os fantasmas do passado. (Gerson Camarotti/AG)

Silvio Pereira (Foto: Evaristo Sá/AFP)
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