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Notícias Quadrilha movimenta 700 mil reais com venda de drogas mesmo após morte do traficante Xandi

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Uma pessoa foi presa, dois veículos foram apreendidos e um bem imóvel da quadrilha de Xandi foi sequestrado. (Foto: Polícia Civil/Divulgação)

A Polícia Civil deflagrou nesta segunda-feira (23) a terceira fase da Operação Laranja Mecânica – “Contatore” , que tem como objetivo sufocar a quadrilha do traficante Alexandre Goulart Madeira, conhecido como Xandi, que foi assassinado no início de 2015, em Tramandaí.

Uma pessoa foi presa, dois veículos foram apreendidos e um bem imóvel foi sequestrado. Os mandados foram cumpridos em Porto Alegre, Canoas e Santo Antônio da Patrulha. Segundo o Denarc (Departamento de Investigações do Narcotráfico), mesmo sem seu principal líder o grupo ainda movimenta entre 600 e 700 mil reais mensais apenas com a venda de drogas.

A quadrilha possui diversos imóveis, entre os quais um apartamento de um milhão de reais em Florianópolis (SC), uma casa em Araranguá (SC), além de outros em Canoas e em Capão da Canoa, todos em nome de laranjas. Conforme o departamento de investigação, apenas em 2015 o grupo movimentou aproximadamente 20 milhões de reais, considerando apenas valores contabilizados, registrados em movimentações bancárias.

Os bairros de Porto Alegre onde o grupo mais atua são Santana, Cidade Baixa, Azenha, Centro, Menino Deus e Restinga, além do município de Viamão.

Em uma busca em um apartamento localizado na avenida Ipiranga, em Porto Alegre, foram encontrados cerca de 5,5 kg crack, mais de 42 kg de maconha e uma grande quantidade de cocaína, além de armamento de origem similar ao encontrado em Tramandaí no dia da morte de Xandi. Isto pode mudar a ideia de que o traficante teria sido morto pela gangue rival.

A viúva e um dos sócios estão presos, mas um outro sócio, com maior envolvimento nas ações criminosas, segue foragido. De acordo com a polícia, a operação pretende sufocar a oganização criminosa por falta de recursos financeiros.

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