Terça-feira, 11 de Maio de 2021

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Brasil Quadrilha ataca banco, troca tiros com a polícia e assusta moradores de Criciúma, em Santa Catarina

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Quadrilha usou reféns para bloquear ruas em Criciúma e bloquear a aproximação da polícia

Foto: Reprodução de TV
Quadrilha usou reféns para bloquear ruas em Criciúma e bloquear a aproximação da polícia. (Foto: Reprodução de TV)

Uma quadrilha sitiou o Centro de Criciúma, no Sul de Santa Catarina, para assaltar um banco no início da madrugada desta terça-feira (1º). O grupo fortemente armado invadiu e assaltou o prédio de um banco, provocou incêndios, bloqueou ruas e acessos à cidade, usou reféns como escudos e atirou várias vezes.

Duas pessoas ficaram feridas: um policial militar e um vigilante. Segundo a Polícia Civil, cerca de 30 pessoas encapuzadas participaram da ação simultânea. Nenhum dos suspeitos foi preso até o momento. O ataque durou mais de uma hora e a prefeitura pediu ajuda a batalhões de municípios vizinhos e também para cidades do Rio Grande do Sul.

Os primeiros relatos do tiroteio foram feitos por volta da meia-noite. Imagens nas redes sociais mostraram reféns e pessoas cercadas nas ruas pelos criminosos. O som dos disparos foi ouvido principalmente na região central de Criciúma.

Os suspeitos fizeram bloqueios em vários pontos da cidade, para frear a reação das polícias Civil e Militar. A PM informou que o grupo incendiou um túnel em Tubarão que dá acesso a Criciúma, para tentar impedir que reforços chegassem até o local dos assaltos. O bando também atacou o Batalhão da Polícia e ateou fogo a um veículo.

Após o ataque, os criminosos fugiram e abandonaram dinheiro no local. Não foi possível avaliar a quantidade de dinheiro levada. Por volta das 2h30, peritos estavam nas ruas para analisar a suspeita de abandono de materiais explosivos. Nas calçadas e nas ruas próximas, da ação foram encontradas várias cápsulas de munição, inclusive de fuzil.

O prefeito Clésio Salvaro (PSDB) disse que os reféns foram liberados sem ferimentos. Os homens mostrados em imagens divulgadas em rede social sentados em uma rua, como uma linha de defesa da quadrilha, eram funcionários do município que pintavam faixas de trânsito.

Durante a madrugada, Salvaro orientou aos moradores que ficassem em casa. “A cidade neste momento tá sitiada. São criminosos aí muito bem preparados. Certamente vieram de outros estados da federação. Recomenda-se que você fique em casa”, disse à 1h.

Prisão

Quatro moradores foram detidos em Criciúma, em Santa Catarina, suspeitos de pegarem cédulas de dinheiro que caíram pelas ruas após o ataque a bancos na madrugada desta terça-feira.

Conforme a polícia, eles estavam em um apartamento próximo a um dos bancos que foi alvo dos criminosos. Não fazem, portanto, parte da quadrilha que cometeu os ataques. Pelo menos 30 homens em 10 carros atacaram a Tesouraria regional do Banco do Brasil. Nenhum integrante da quadrilha foi preso.

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