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Política “Quantas pessoas o Supremo condenou até agora na Lava-Jato?”, questiona o Procurador que coordena a força-tarefa do Ministério Público Federal no Paraná

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Dallagnol prefere lembrar de presentes de Lula e Dilma Rousseff. (Foto: Pedro de Oliveira/ALEP)

O coordenador da força-tarefa da Operação Lava-Jato, Deltan Dallagnol, questionou, nesta terça-feira (7), por meio de sua conta no Twitter, a atuação do STF (Supremo Tribunal Federal) nos processos relacionados à investigação sobre esquemas de corrupção na Petrobras. “Quantas pessoas o Supremo condenou até agora na Lava-Jato, quase 6 anos depois? O esquema era político partidário, permeado de muitos detentores de foro privilegiado”, indagou Deltan. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Ele repercutiu um comentário de seu colega, o procurador Roberson Pozzobon, que também integra a força-tarefa da Lava-Jato, sobre entrevista do ministro do Supremo Ricardo Lewandowski ao jornal El País. O ministro declarou que as “operações foram extremamente seletivas”.

Em seu Twitter, Pozzobon afirmou: “A verdade é que com a decisão do STF que impôs o fim da prisão em segunda instância as solturas não foram nem um pouco seletivas. Os oligarcas condenados foram soltos de maneira ampla e abrangente.”

O procurador se refere ao julgamento que se encerrou em novembro, na Corte, em que os ministros, por 6 a 5, decidiram mudar o entendimento vigente desde 2016 e decretar a inconstitucionalidade da execução de penas após decisões de segundo grau.

Irresponsabilidade

Em dezembro, Dallagnol declarou que “é uma irresponsabilidade” do ministro Dias Toffoli, presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), declarar que a Operação Lava-Jato destruiu empresas.

“Dizer que a Lava-Jato quebrou empresas é uma irresponsabilidade”, tuitou Deltan, em reação à entrevista de Toffoli publicada à época no jornal O Estado de S. Paulo. “É, assim, fechar os olhos para a raiz do problema, a prática por muitos políticos e empresários de uma corrupção político-partidária sanguessuga, que drena a vida dos brasileiros”, disse Deltan.

Na entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, Toffoli declarou que nos Estados Unidos isso não aconteceu. Empresários têm prisão perpétua decretada, mas suas companhias estão em atividade.

O ministro cobrou, ainda, maior transparência do Ministério Público. “É fechar os olhos para a crise econômica relacionada a fatores que incluem incompetência, má gestão e corrupção”, escreveu Deltan.

Para o procurador, as declarações de Toffoli têm o mesmo sentido que….”É culpar pelo homicídio o policial porque ele descobriu o corpo da vítima, negligenciando o criminoso.” “Os responsáveis são os criminosos. A Lava-Jato aplicou a lei”, afirmou o procurador.

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