Sexta-feira, 29 de maio de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
20°
Mostly Cloudy

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Saúde Quase 20% dos brasileiros engordou durante a pandemia

Compartilhe esta notícia:

19,7% da população tive um aumento de ao menos 2 quilos em seu peso. (Foto: Reprodução)

Conforme dados da Pesquisa Nacional de Saúde, em 2019, cerca de 20% dos brasileiros maiores de 18 anos estavam obesos. Outro estudo, desta vez realizado pelo Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da USP, (Nupes) identificou que durante a pandemia de Covid-19, iniciada em março de 2020, 19,7% da população tive um aumento de ao menos 2 quilos em seu peso, enquanto apenas 15,2% teve uma redução nos números da balança.

Este quadro provoca preocupação entre os especialistas, visto que essa condição é considerada doença pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Para o cirurgião bariátrico, especialista no tratamento de obesidade e diretor do Instituto Mineiro de Obesidade (IMO), Dr. Leonardo Salles, a doença que precisa de ter mais atenção.

“Explicando melhor, a obesidade é uma doença crônica que tem como sintoma excesso de gordura corporal a níveis que prejudicam a saúde do indivíduo. Essa comorbidade é tão grave que por si só é capaz de acarretar outras doenças também graves. Exemplos são o diabetes, a hipertensão, doenças cardiovasculares e alguns tipos de câncer. Mesmo assim, a obesidade ainda é um problema que passa um pouco despercebido e que precisa de mais atenção urgente”, explica o médico.

Ainda de acordo com a OMS, uma pessoa que tenha o Índice de Massa Corpórea (IMC) igual ou maior que 30 kg/m2 e a faixa de peso normal varia entre 18,5 e 24,9 kg/m2 é considerada obesa. Os indivíduos que possuem IMC entre 25 e 29,9 kg/m2 são diagnosticados como sobrepeso e já podem ter alguns prejuízos com o excesso de gordura.

‘É importante melhorar a percepção da patologia obesidade, e se tratar além do peso, podemos utilizar várias ferramentas para alcançar a perda de peso, entre elas o balão intragástrico, ou mesmo a cirurgia bariátrica, mas nenhum método vai ter resultados duradores sem que tratemos o mecanismo de ganho de peso, por isso é fundamental uma abordagem multidisciplinar, que envolve nutrição, para trabalhar a reeducação alimentar, a endocrinologia, que vai rastrear o paciente atrás de alterações que possam prejudicar o controle do peso, equipe de psicologia e psiquiatria, para trabalhar a relação patológica que o paciente desenvolve com a comida usando-a como recompensa, como compensação ou mesmo como válvula de escape, além é claro de tratarmos o sedentarismo”, acrescenta o diretor do IMO.

Entre as possibilidades de tratamento, Dr. Leonardo Salles destaca o uso do balão intragástrico. Tal procedimento, consiste em um balão de silicone que é introduzido no estômago por via endoscópica e é preenchido com soro fisiológico e azul de metileno.

“O balão intragástrico aumenta a sensação de saciedade permitindo que a pessoa coma menos. Este tratamento ocorre sem cirurgia, sem internação hospitalar, a partir de introdução e retirada por via endoscópica, sem cortes ou pontos. O tratamento provoca perda média de 20% a 30% do peso corporal em seis meses ou um ano de tratamento e pode levar a vida normalmente, claro que com algumas restrições alimentares comuns. É um tratamento eficaz, bastante comum e com poucos riscos. É indicado para pacientes com IMC acima de 27. O IMO é referência internacional nesse tipo de procedimento.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Saúde

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Saiba quanto tempo dura imunidade após infecção por covid
Aos 50 anos, Fábio Assunção deixa público chocado em forte desabafo e despedida
Pode te interessar