Segunda-feira, 03 de Agosto de 2020

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Notícias Quase 30 cidades gaúchas sofrem com os estragos causados pelas chuvas e temporais dos últimos dias

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A Defesa Civil decretou situação de emergência em cinco municípios do Interior. (Foto: Divulgação/Defesa Civil-RS)

Os estragos causados pelas chuvas e temporais que vêm castigando o Rio Grande do Sul nos últimos dias fez com que Porto Alegre e outras 26 cidades gaúchas mobilizassem a ação da Defesa Civil estadual. De acordo com um balanço divulgado pelo órgão nessa quinta-feira, cerca de 140 mil locais estavam sem energia elétrica em território gaúcho.

Ao todo, nos últimos três dias foram quase 7 mil indivíduos afetados, sendo que ao menos três centenas precisaram sair de suas residências – destes, 20 foram abrigados em espaços cedidos pelo poder público (como ginásios, por exemplo) e outros 300 tiveram que ficar na casa de familiares ou conhecidos.

Em um cenário marcado por chuvas, vendavais, enxurradas e quedas de granizo, dentre outros problemas, os municípios mais castigados são, até o momento, Santana do Livramento, Bagé, São Gabriel, Dom Pedrito e Ibarama. Todos estes cinco tiveram decretada situação de emergência.

A situação também não está fácil em Cachoeira do Sul, Piratini, Canguçu, Santa Maria, São Pedro do Sul, Arroio do Tigre, Formigueiro, Montenegro, Dilermando de Aguiar, Ibarama, Pinhal Grande, Gramado, Cristal, Camaquã, Lagoa Vermelha, Capão do Leão, Santana da Boa Vista, Jacuizinho, Gramado Xavier e Doutor Ricardo.

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Ao longo dessa quinta-feira, a prefeitura de Porto Alegre enviou equipes às ruas para minimizar o impacto das chuvas e temporais que atingiram a cidade ao longo da semana. Foi dada prioridade a locais que apresentem riscos à população, vias de grande circulação ou com bloqueios totais e parciais.

A água incessante e os ventos fortes, sobretudo na terça e na quarta-feira, motivaram aproximadamente 50 demandas envolvendo queda de galhos ou mesmo árvores inteiras. Outro problema foi o lixo espalhado pela chuva, bem como os pontos de alagamento. A população pode fazer o registro de demandas pelo telefone 156, para que os técnicos tomem conhecimento dos casos e remetas.

A Defesa Civil, por sua vez, continua monitorando atentamente os níveis do Guaíba. O ponto de medição do Cais Mauá (Centro Histórico) registrou 1,68 metro na tarde dessa quinta-feira – a cota de transbordamento do Guaíba é de 3 metros. A condição atual é de atenção e há possibilidade de alerta em função do fluxo que deve escoar dos rios próximos.

“Caí, Taquari, Sinos, Gravataí e Jacuí apresentam níveis acima do normal, o que pode causar alagamentos e inundações na capital gaúcha, sobretudo no arquipélago que reúne a Ilha Grande dos Marinheiros, das Flores, do Pavão, da Pintada e Mauá”, ressaltou o diretor-geral da Defesa Civil, Evaldo Rodrigues.

Ainda segundo o órgão, a previsão de retorno da chuva neste sábado, caso se confirme, poderá agravar a situação. Outro motivo de  preocupação são fatores como direção do vento Sul. Até o final da tarde, a Defesa Civil havia registrado atendimento a quase 200 famílias no bairro Lami, na Zona Sul de Porto Alegre. Elas receberam mais de 7 mil metros quadrados de lona.

(Marcello Campos)

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