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Mundo Quase 40 mil mulheres e meninas foram mortas na guerra em Gaza, diz ONU

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A agência alertou que as mortes continuam, mesmo seis meses após o início do cessar-fogo.

Foto: Reprodução
A agência alertou que as mortes continuam, mesmo seis meses após o início do cessar-fogo. (Foto: Reprodução)

Mais de 38 mil mulheres e meninas foram mortas durante a guerra em gaza, entre outubro de 2023 e dezembro de 2025, segundo números publicados pela ONU Mulheres nesta sexta-feira (17). O número representa uma média de pelo menos 47 mulheres e meninas mortas diariamente na região durante o conflito. A agência alertou que as mortes continuam, mesmo seis meses após o início do cessar-fogo.

“Mulheres e meninas foram responsáveis por uma proporção de mortes muito maior do que as observadas em conflitos anteriores em Gaza”, disse Sofia Calltorp, chefe de ação humanitária da agência, a repórteres em Genebra.

“Elas eram indivíduos com vidas e sonhos”, acrescentou. A agência expressou preocupação com o fato de que as mortes de mulheres e meninas continuaram após o cessar-fogo de outubro, embora não saiba exatamente quantas morreram devido à falta de dados agregados por gênero.

O cessar-fogo de outubro pôs fim a dois anos de guerra em grande escala, mas deixou as tropas israelenses no controle de uma zona despovoada que representa bem mais da metade de Gaza, com o Hamas no poder na estreita faixa costeira restante. Mais de 750 palestinos foram mortos desde então, de acordo com médicos locais, enquanto os militantes mataram quatro soldados israelenses. Israel e o Hamas trocaram culpas pelas violações do cessar-fogo.

Israel afirma que seu objetivo é impedir os ataques do Hamas e de outras facções militantes. A agência da ONU para crianças, Unicef, disse nesta sexta-feira que as crianças continuam a ser mortas e feridas em um ritmo alarmante em Gaza, com pelo menos 214 mortes registradas nos últimos seis meses. Cerca de 1 milhão de mulheres e meninas estão deslocadas em Gaza, disse a ONU Mulheres.

“Os extensos danos à infraestrutura tornaram quase impossível para as mulheres e meninas de Gaza terem acesso às suas necessidades básicas, como assistência médica”, disse Calltorp.

Os números da OMS (Organização Mundial da Saúde) mostram que mais de 500 mil mulheres não têm acesso a serviços essenciais, incluindo atendimento pré-natal e pós-natal e tratamento de infecções sexualmente transmissíveis.

O Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) declarou nesta sexta-feira (17) estar “indignado” após dois motoristas de caminhão contratados para entregar água potável a famílias na Faixa de Gaza terem sido mortos por disparos israelenses.

A agência da ONU afirmou em comunicado que o ataque aconteceu durante o transporte rotineiro de água por caminhão na manhã desta sexta-feira no ponto de abastecimento de Mansoura, no norte de Gaza, que abastece a Cidade de Gaza. Outras duas pessoas ficaram feridas. O Unicef informou ter suspendido as atividades no local e pediu às autoridades israelenses que investiguem o ocorrido, ressaltando que trabalhadores humanitários, civis e a infraestrutura vital de água devem ser protegidos pelo direito internacional humanitário. (Com informações da CNN Brasil)

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Emerson
18 de abril de 2026 12:24

Estão contando as israelenses, ou só vale as foram feitas de escudo humano? Pra quem não sabe ainda, em uma guerra, pessoas morrem. Geralmente as mais fracas. Mas quem começou isso mesmo?

vanderlei stefani
18 de abril de 2026 09:02

Estado de Israel é GENOCIDA

Gerson
18 de abril de 2026 09:47
Responder para  vanderlei stefani

A ONU há muito tempo está desmoralizada e seus dados não merecem nenhuma confiabilidade. A palavra “genocídio ” é completamente não adequada ao contexto. Se fosse o caso não haveria no momento nenhuma alma viva em Gaza. Troque o disco, imbecil.

Emerson
18 de abril de 2026 12:25
Responder para  Gerson

Exato.

Emerson
18 de abril de 2026 12:25
Responder para  vanderlei stefani

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