Quinta-feira, 11 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 22 de maio de 2016
O aprofundamento da crise econômica, que abalou a renda e o emprego, provocou um salto na parcela de consumidores que se consideram inadimplentes. No primeiro quadrimestre deste ano, quase metade dos brasileiros (48%) entre 18 e 65 anos tinha alguma dívida com pagamento atrasado, ante 46% em agosto do ano passado, revela uma pesquisa nacional feita pela empresa de call center Atento.
“Em sete meses, houve um avanço de dois pontos porcentuais na parcela de inadimplentes. Isso é muito forte”, afirmou o diretor da companhia, Regis Noronha. Em suas contas, os dois pontos porcentuais correspondem a 1,128 milhão de brasileiros que se tornaram inadimplentes no período.
Neste ano, os principais motivos apontados para o aumento do calote são praticamente os mesmos de agosto do ano passado, quando foi feita a primeira pesquisa. Mas a parcela de inadimplentes que alega esses fatores só cresceu. Em agosto de 2015, 13% dos entrevistados apontavam a crise como o motivo que levou à inadimplência e 31%, a queda na renda. No primeiro quadrimestre deste ano, 20% dos entrevistados indicaram a crise como fator e 37%, a queda na renda.
O agravamento da crise não só ampliou a inadimplência, mas também restringiu as alternativas para renegociar os atrasos e quitá-los. Na pesquisa de agosto, 48% dos inadimplentes disseram que estavam negociando os atrasados. Agora, essa parcela diminuiu para 43%.
O cartão de crédito lidera o tipo de endividamento, com 67% das respostas, seguido pelo crédito pessoal (29%) e o cheque especial (27%). (Márcia de Chiara/AE)
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