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Geral Quebra de sigilo faz ressurgir o apartamento de luxo de Lulinha em São Paulo

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Fotos tiradas de relatório da PF sobre o apartamento de Lulinha em SP. (Foto: Reprodução)

Morando na Espanha, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, repassou recentemente uma procuração ao pai dele, o presidente Lula, e ao advogado dele e coordenador da campanha do PT, Marco Aurélio de Carvalho, para tratar das questões que envolvem seu sigilo bancário. No documento, Fábio Luís cita como seu endereço o famoso apartamento da Avenida Juriti, na Vila Uberabinha, próximo ao Parque Ibirapuera, em São Paulo (SP).

De acordo com informações divulgadas pela coluna Radar, de Robson Bonin, da revista Veja, o filho de Lula tem longa história com esse imóvel, “que foi adquirido em condições nebulosas nos tempos da finada Gamecorp e da sociedade com o empresário Jonas Suassuna, o mesmo que era dono, no papel, de parte do Sítio de Atibaia, o refúgio montanhoso que Lula usava como se fosse dono”, segundo a publicação.

Uma consulta feita pela coluna em anúncios de venda de imóveis no mesmo edifício do apartamento de Lulinha revela opções entre 10 milhões de reais e 16 milhões de reais.

O apartamento de Lulinha, “como no caso mais recente de todos os favores de Roberta Luchsinger”, também teria recebido “intervenções pagas por terceiros”, segundo a Veja. Para a Operação Lava-Jato, o imóvel, assim como o sítio no interior paulista, teriam sido “mordomias pagas ao filho de Lula e ao pai dele por gente interessada em traficar influência no Palácio do Planalto”, diz o colunista.

“Há indícios de que esse imóvel possa ter sido adquirido com a finalidade específica de servir de moradia depois para Fábio Luís Lula da Silva… É muito semelhante ao que aconteceu também no sítio de Atibaia”, disse o procurador Roberson Pozzobon, um dos integrantes da Lava-Jato durante a investigação.

Em 2016, a Lava-Jato apontou que “só a reforma no imóvel ocupado por Lulinha custou 1,6 milhão de reais”, segundo a revista. “Na época, uma história fantasiosa de que Lulinha pagaria aluguel para morar no lugar também foi desmascarada pela Polícia Federal. A versão do filho de Lula era de que ele pagaria 15.000 reais para morar no lugar que, no preço de mercado, tinha aluguel estimado em 40.000 reais, segundo apontou uma perícia da Receita Federal solicitada pela PF”, escreve o colunista da revista Veja.

“Naqueles dias, a quebra de sigilo bancário de Lulinha apontou que de outubro de 2013, quando o filho de Lula supostamente alugou o apartamento, a fevereiro de 2016, pouco antes da deflagração da operação da PF, só houve 13 dos 28 pagamentos de supostos aluguéis que deveriam ter sido feitos ao longo do período. Todo o histórico desse apartamento, dos favores feitos a Lulinha por Jonas Suassuna e a vida de luxo sem lastro estão nos relatórios de diferentes etapas da Lava-Jato”, escreve Robson Bonin. As informações são da revista Veja.

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