Domingo, 04 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 24 de agosto de 2015
Sob efeito da desaceleração da economia chinesa, do possível retorno do Irã ao mercado e do aumento de sondas de exploração em atividade nos Estados Unidos, o petróleo não para de despencar. Na sexta-feira, o barril WTI, referência no mercado norte-americano, rompeu a barreira de 40 dólares por barril pela primeira vez desde 2009, ao ser negociado a 39,86 dólares durante a tarde. Com uma pequena recuperação no fim do dia, a cotação fechou o pregão em 40,45 dólares, queda de 2,1% ante a do dia anterior.
Em Londres (Reino Unido), o petróleo do tipo Brent caiu 2,5% e fechou em 45,46 dólares por barril. Durante a tarde, chegou perto de romper a barreira dos 45 dólares, atingindo os 45,07 dólares.
Sob reflexo da queda do petróleo, as ações da Petrobras fecharam em baixa pelo sétimo pregão seguido. Os papéis preferenciais caíram 4,93%, para 8,30 reais. Os ordinários – com direito a voto – tiveram baixa de 5,06%, para 9,20 reais.
Para o Citi, a cotação norte-americana pode chegar a 32 dólares ainda neste ano. O petróleo texano está em queda há oito semanas consecutivas, o que não ocorria desde 1986.
O preço do Brent se aproxima do piso de 41 dólares considerado pela Petrobras para viabilizar os projetos do pré-sal. Em junho, a estatal calculava que o custo de produção do pré-sal variava de 41 dólares a 57 dólares por barril, dependendo do campo e da necessidade de investimento em infraestrutura.
Questionada, a empresa não quis fazer uma nova estimativa. Disse apenas, em nota, que a alta produtividade dos poços e a redução de custos na indústria lhe permitem elevar a capacidade de produção “de modo economicamente viável”.
Combustíveis
No curto prazo, a queda dos preços pode trazer alívio ao caixa da Petrobras, com o aumento da margem de lucro sobre a venda de combustíveis no País. O mercado não espera reduções de preços em 2015. (Folhapress)
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