Sábado, 24 de outubro de 2026
Por Flavio Pereira | 24 de outubro de 2026
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
No debate de ontem, na TV Globo, entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PT), candidatos à Presidência no segundo turno das eleições de 2026, algumas propostas foram debatidas, mas os candidatos aproveitaram brechas para críticas pessoais. Foi a última oportunidade para os dois candidatos buscarem os votos dos eleitores indecisos e dos ausentes no primeiro turno. Os presidentes Lula e Flávio aproveitaram os espaços e se detiveram em perguntas e respostas, buscando agradar aos eleitores. Lula focou seu discurso nos mais pobres, e Flávio atacou a burocracia do governo para resolver problemas cruciais.
Flávio Bolsonaro prometeu investir no SUS, atualizar a tabela do Sistema Único e afirmou que “meu pai, atacado por um ex-militante do PSOL em Belo Horizonte, foi salvo pelo SUS”. Flávio criticou o aumento da inflação, prometeu transformar a Caixa Econômica Federal no “banco da prosperidade” e comentou o aumento do custo de vida: “a dúzia de ovos que virou dez”, repetindo um mote que adotou durante a campanha eleitoral no rádio e na TV. Lula, em diversos momentos, pediu que os eleitores consultassem o Google para conferir suas realizações no governo. Ele disse que compraria débitos de devedores com até 95% de deságio e lembrou o perdão oferecido aos MEIs inadimplentes.
Flávio: “Comigo, o seguro rural estará garantido”
Em outro momento, ao perguntar a Lula sobre a agropecuária no Centro-Oeste, Flávio Bolsonaro disse que, em seu governo, haverá segurança jurídica para investir e destacou os governos eleitos da região, que são seus aliados. Flávio Bolsonaro foi enfático:
“Lula, por que você trata o agro com tanta raiva?”
Lula disse que seu governo apoiou o agronegócio
Lula garantiu que deu apoio ao agronegócio e que todos os segmentos da agricultura brasileira obtiveram mais recursos, tanto do governo quanto do BNDES. Lula repetiu que Flávio não aprende nada e sugeriu: “Dá um Google aí”. Lula disse que abriu novos mercados para o agro depois que o presidente dos Estados Unidos tarifou o Brasil.
Lula cobrou posição sobre reajuste dos aposentados
Ao fazer uma pergunta sobre a região Sul, Lula disse que é a região com o maior número de aposentados no Brasil. Aproveitou para perguntar a Flávio sobre a proposta de “tesouraço”, como a promovida pelo presidente da Argentina, Javier Milei, e cobrou sua posição sobre o reajuste do salário mínimo e dos aposentados acima da inflação.
Aposentados terão reajuste acima da inflação, promete Flávio
Sobre os aposentados, Flávio prometeu: “Com certeza vou reajustar o salário mínimo acima da inflação e os aposentados. Ele não lembra a última vez que foi ao mercado, porque mora num palácio”.
“Vocês governaram a Argentina por 20 anos e destruíram o país. Eu vou fazer o mesmo? Você deixou um país quebrado, gastou 300 bilhões para tentar se reeleger, e eu vou ter que consertar esse problema”, afirmou Flávio Bolsonaro.
Flávio disse que o governo Lula tem 11,5 mil obras paralisadas
Uma afirmação feita ontem no debate por Flávio Bolsonaro foi conferida pelo Estadão, que checou e concluiu que é verdadeiro o elevado número de obras paralisadas no governo Lula. De acordo com levantamento realizado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) em 2025, o Brasil tem 11.469 obras públicas paralisadas. As áreas mais afetadas são educação e saúde, com 70% das paralisações. Segundo o órgão, 8.053 obras desses setores estão inacabadas.
Datafolha aponta empate no domingo, mas errou no primeiro turno ao indicar vitória de Lula
Desde segunda-feira (19), foram divulgadas 17 pesquisas nacionais. Flávio Bolsonaro (PL) aparece numericamente à frente em 14 pesquisas; Lula lidera em duas, Vox Brasil e Data Ranking/Fonte83, enquanto o Datafolha registra empate numérico nos votos válidos.
O instituto Datafolha divulgou, na quinta-feira (22), uma nova pesquisa para a disputa pela Presidência da República no segundo turno das eleições de 2026. Considerando os votos válidos, que excluem brancos, nulos e indecisos, Flávio Bolsonaro (PL) tem 50% e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 50%. O resultado configura empate técnico. Os dados foram divulgados pela Folha de S. Paulo e pelo G1.
A última pesquisa Datafolha (divulgada em 3/10) indicava Lula com 45% e Flávio Bolsonaro com 42% (vantagem de 3 pontos). Resultado oficial: Flávio, 47,03%, e Lula, 45,16% (Flávio à frente por 1,87 ponto). A inversão representou uma diferença de cerca de 4,87 pontos em relação à margem da pesquisa.
Ministério Público do Trabalho engajado na campanha “No meu voto mando eu”
Em nota encaminhada ao jornalista Flávio Pereira, o Ministério Público do Trabalho (MPT) relata o trabalho que vem realizando para coibir o assédio eleitoral:
“O Ministério Público do Trabalho (MPT) recebeu 1.773 denúncias de assédio eleitoral no país em 2026. Somente entre o primeiro e o segundo turnos, a instituição registrou 782 queixas até as 17h desta sexta-feira (23). O estado de São Paulo acumula o maior número de reclamações (317), seguido por Minas Gerais (200) e Rio de Janeiro (142).
Em 2026, foram firmados 51 termos de ajuste de conduta e ajuizadas 39 ações civis públicas. Dessas ações, o MPT obteve 29 decisões liminares favoráveis e aguarda a decisão em outras 7, até as 17h desta sexta-feira (23/10).
Para garantir o livre exercício do voto de trabalhadoras e trabalhadores, o MPT está em regime de plantão neste final de semana (24 e 25/10), entre 8h e 18h. Tanto a Procuradoria-Geral do Trabalho (PGT), em Brasília, quanto as 24 Procuradorias Regionais do Trabalho (PRTs) em todo o país estarão abertas para receber e apurar denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho.
A apuração de casos de assédio eleitoral é uma das frentes da campanha “No meu voto mando eu”, iniciativa conjunta do MPT, Tribunal Superior do Trabalho (TST), Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e Ministério Público Federal (MPF). A ação orienta trabalhadoras, trabalhadores e empresas sobre os limites entre a livre manifestação política e o uso da hierarquia para pressionar o voto.
* Flávio Pereira (Instagram: @flaviorrpereira)
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
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Flávio MASTER Bolsonaro promessas vazias. Lula realizações. Como promete coisas que não vai cumprir esse Flávio MASTER Bolsonaro. Tá tirando o povo prá bobo.