Quarta-feira, 17 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 1 de setembro de 2021
Sobre vacinação, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, diz que as pessoas que não acreditaram no governo federal tiveram que rever os seus conceitos ou podem procurar a rede de saúde mental do SUS, que o governo vai ajudar. A fala foi em um evento sobre suicídio no Ministério da Saúde, nesta quarta-feira (1º). Ele e mais três investigados na CPI da Pandemia apresentaram o curso de capacitação de profissionais do SAMU para atenderem pacientes em sofrimento psíquico.
“Não podemos deixar de falar na vacinação. Aqueles que não acreditaram, tiveram que rever os seus conceitos ou então podem recorrer à nossa rede de saúde mental, nós vamos assisti-los. Mostrar que eles estavam errados, porque hoje o Brasil é um dos países que mais doses de vacina distribuiu, mais de 230 mi de doses que são distribuídas com eficiência para os nossos Estados. Já houve dias que vacinamos mais de 2 milhões”, afirmou Queiroga.
Queiroga estava acompanhado de seus secretários de Gestão do Trabalho e da Educação, Mayra Pinheiro, e de Ciência, Tecnologia, Inovação e Assuntos Estratégicos, Hélio Angotti Neto; e do deputado federal Osmar Terra.
Uso de máscaras
Pesquisadores contratados pelo Ministério da Saúde se debruçam sobre cerca de 20 mil estudos para produzir a análise que servirá como base para o parecer da pasta sobre uso de máscara. No início da semana, o presidente Jair Bolsonaro voltou a pressionar publicamente o ministro da Saúde para que recomende que a proteção seja facultativa.
Embora o presidente pressione publicamente pela adoção da medida, o Ministério da Saúde tem conseguido driblar as sucessivas ofensivas de Bolsonaro sobre o tema. A estimativa é que o estudo, coordenado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), fique pronto somente em outubro. Além da Unifesp, a pasta contratou pesquisadores externos para participar da revisão, assim como é feito usualmente em pesquisas científicas que são alvo de avaliadores independentes.
“A gente achou mais de 20 mil artigos na literatura, e agora os pesquisadores estão fazendo as análises desses estudos para trazer a revisão sistemática final. O prazo para terminar esse estudo é outubro”, afirmou a diretora do Departamento de Ciência e Tecnologia da pasta, Alessandra Sá Earp.
“O estudo é contratado pela universidade, e colocamos outros consultores do País todo. Os maiores pesquisadores de revisão sistemática no País a gente conseguiu que analisassem junto com a gente os estudos para dar mais credibilidade.”
Segundo Sá Earp, há pesquisadores no “país todo” atuando na análise que servirá como subsídio para o parecer da pasta. Ela não quis detalhar em que direção apontam as análises do grupo, porque qualquer observação antes da conclusão do trabalho, diz a médica, poderia “incorrer em equívoco”.
Na semana passada, Bolsonaro afirmou que pediria uma data ao Ministério da Saúde para que houvesse uma recomendação para que o uso de máscaras seja facultativo. Dias depois, Queiroga fez um aceno ao presidente dizendo publicamente que caso a queda no número de casos continue e não haja pressão sobre o sistema hospitalar seria possível “em um curto espaço de tempo, se flexibilizar o uso de máscaras no ambiente (ao ar) livre”.
Apesar da declaração, Queiroga pouco tem atuado sobre o tema em termos práticos.
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