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Economia Querosene de aviação sobe 55% e deve elevar o preço das passagens aéreas

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(Foto: Divulgação)

A partir de 1º de abril, a Petrobras reajustará o valor do querosene de aviação em 55% nas refinarias, o que deve impactar diretamente os preços das passagens aéreas no Brasil. O aumento foi comunicado pela Vibra Distribuidora a operadores de táxi aéreo na última sexta-feira, 27 de março.

A alta vem na esteira dos ataques americanos e israelenses ao Irã, que causaram o fechamento parcial do Estreito de Hormuz e, por consequência, fizeram com que o barril do petróleo superasse a marca de US$ 100.

Os combustíveis de aviação, tanto o querosene (que abastece aeronaves turboélices, jatos e helicópteros), quanto a gasolina de aviação (que alimenta aeronaves com motores a pistão), sempre seguiram paridade internacional e tiveram valor flutuante.

A britânica Air BP e a Raízen (Shell), que são as outras distribuidoras de combustíveis aeronáuticos no país, ainda não comunicaram aumento. No entanto, fornecedores locais de combustíveis já o fizeram, mas sem informar o tamanho do acréscimo, dado que as oscilações no valor do insumo têm sido diárias.

Como 30,6% dos custos das companhias aéreas brasileiras são com combustíveis e óleos lubrificantes, um aumento de mais de 50% deverá causar um efeito imediato nas passagens aéreas, especialmente se o aumento persistir por um período maior.

Medidas

Em outra frente, o governo Lula está em vias de anunciar um conjunto de medidas para tentar conter os efeitos da alta do querosene de aviação (QAV), em meio à escalada do preço internacional do petróleo provocada pelos conflitos no Oriente Médio.

Conforme informações do jornal Folha de S.Paulo, está prevista a oferta de uma linha de crédito emergencial com recursos do Fnac (Fundo Nacional de Aviação Civil), voltada à aquisição de combustível pelas companhias aéreas, numa tentativa de aliviar a pressão imediata sobre os custos do setor.

A ideia é permitir que as companhias aéreas financiem a compra de combustível em condições mais favoráveis, reduzindo o impacto imediato da alta sem interferir na política de preços da Petrobras.

Entre as opções em estudo estão também a diminuição do Imposto de Renda sobre o aluguel de aeronaves e um corte do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) para algumas transações internacionais.

Desde o fim de fevereiro de 2026, os conflitos envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel mexeram drasticamente com o mercado de petróleo. O preço do barril Brent, que girava em torno de US$ 66 a US$ 67 em janeiro, ultrapassou os US$ 100 em março, com altas diárias de até 14%. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

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