Domingo, 14 de junho de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil Quimioterapia e células-tronco podem controlar o diabetes

Compartilhe esta notícia:

(Foto: EBC)

Ao menos duas vezes por ano, o veterinário Otávio Costa viaja de São Luiz do Maranhão (MA) até Ribeirão Preto (SP) para fazer exames no Hospital das Clínicas. Em 2011, ele foi diagnosticado com diabetes tipo 1, mas graças ao tratamento com transplante de células-tronco na unidade, deixou de usar diariamente a insulina.

A terapia consiste em “desligar” o sistema imunológico do paciente através de sessões agressivas de quimioterapia. Depois, os médicos introduzem na corrente sanguínea as células-tronco que foram retiradas, previamente, da medula óssea do próprio paciente.

“Eu passei a controlar a alimentação e a fazer exercícios físicos regulares, o que me deu uma qualidade de vida muito melhor. A insulina, queira ou não, é um inconveniente na vida das pessoas. Então, para mim, esse tratamento ajudou demais”, depõe.

Costa é um dos três voluntários da primeira fase do estudo que continuam livres das injeções de insulina. Outros 21 pacientes obtiveram resultado positivo temporário: na média, o efeito terapêutico durou três anos e meio. “Percebemos que o problema foi a quimioterapia insuficiente. Então, nós sabemos que aqueles pacientes que voltaram a usar insulina é porque o sistema imunológico voltou a agredir o pâncreas”, explica a imunologista Maria Carolina Rodrigues.

Nova fase

O diabetes tipo 1 é uma doença autoimune, ou seja, o próprio sistema imunológico destrói as células do pâncreas responsáveis por produzirem insulina. A partir da primeira fase do estudo, os pesquisadores descobriram que nos pacientes que ficaram “curados” as células de imunidade foram menos ativas, ou seja, atacavam menos o pâncreas.

A descoberta abre caminho para melhorar os resultados do tratamento, com a promessa de deixar todos os pacientes livres das aplicações de insulina. Por isso, na segunda fase da pesquisa, o objetivo é aumentar a dose de quimioterapia com o objetivo de “apagar” quase que completamente o sistema imunológico.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Sartori embarcou para o Japão e transmitiu o cargo ao vice-governador José Paulo Cairoli
O Brasil completou 20 anos sem avanço no ensino médio
Pode te interessar