Quarta-feira, 12 de Agosto de 2020

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Brasil Raoni “vive tomando champanhe em outros países por aí”, diz Bolsonaro sobre o cacique brasileiro

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Jair Bolsonaro discursou para garimpeiros no Palácio do Planalto, em Brasília. (Foto: Isac Nóbrega/PR)

O presidente da República, Jair Bolsonaro, afirmou que o interesse estrangeiro na Amazônia não está relacionado com a preservação ambiental ou com a proteção dos índios, mas com os minérios presentes no subsolo da região. O chefe do Executivo federal também voltou a atacar o cacique brasileiro Raoni.

Na entrada do Palácio do Planalto, em Brasília, onde subiu em uma cadeira para discursar para representantes da Cooperativa de Mineração dos Garimpeiros de Serra Pelada, na última terça-feira (1º), Bolsonaro declarou: “O interesse na Amazônia não é no índio nem na porra da árvore, é no minério. O Raoni fala pela aldeia dele, fala como cidadão, mas]não fala por todos os índios, não. É outro que vive tomando champanhe em outros países por aí.”

Recentemente, em discurso na Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), em Nova York, nos Estados Unidos, Bolsonaro afirmou que Raoni havia sido “cooptado e usado como peça de manobra por governos estrangeiros na sua guerra informacional para avançar seus interesses na Amazônia”.

Em entrevista, o cacique reagiu às provocações do presidente e disparou: “Bolsonaro é mentiroso. Ele é doido”.

Garimpeiros

O presidente da República se reuniu, na terça-feira, com representantes dos garimpeiros. Os trabalhadores pediram uma “administração militar” nas áreas de garimpo. O chefe do Executivo federal afirmou que o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, ficará responsável pela questão.

“Se tiver amparo legal, eu boto as Forças Armadas lá. Se tiver amparo legal, não vou prometer para vocês o que não posso fazer. Se tiver amparo legal, eu boto as Forças Armadas lá, a gente resolve esse problema aí”, declarou o presidente.

Sem citar nomes de empresas e nem os países de origem, Bolsonaro denunciou um grande esquema de propina para que multinacionais não paguem pelos crimes ambientais cometidos na Floresta Amazônica. “O mundo, muitas vezes, fica criticando o garimpeiro. Agora, a covardia que fazem com o meio ambiente, empresas de vários países do mundo, ninguém toca no assunto porque a propina, pelo que parece, corre solta”, declarou.

Bolsonaro citou um vídeo sobre a exploração do grafeno no Pará e disse: “Esse vídeo é muito bom para abrir a cabeça da população de que o interesse na Amazônia é no minério”.

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