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Brasil Raquel Dodge mantém apenas dois nomes de Janot na Lava-Jato

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Durante sua campanha à PGR, Dodge havia convidado convidou os antigos membros a permanecerem no grupo. (Foto: Antonio Augusto/Secom/MPF)

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, que tomou posse nesta segunda-feira (18), oficializou os nomes de oito integrantes que passam a compor de forma permanente o Grupo de Trabalho da Lava-Jato na PGR (Procuradoria-Geral da República). Dodge manteve apenas dois procuradores que atuavam no grupo na gestão anterior, de Rodrigo Janot.

Outros cinco membros da equipe de Janot – que tinha dez, no total – continuam no Grupo de Trabalho só por mais 30 dias, em um período de transição. Vencido esse prazo, segundo a assessoria da PGR, poderá haver novas nomeações para o grupo permanente.

Os nomes foram publicados nesta terça (19) no “Diário Oficial da União”. Dodge também especificou na portaria as atribuições dos membros do Grupo de Trabalho da Lava-Jato.

Eles atuarão em regime de dedicação exclusiva, poderão tomar depoimentos, participar de audiências judiciais, solicitar documentos que auxiliem na investigação e participar da celebração de acordos de delação premiada. As funções são similares às da gestão anterior.

O Grupo de Trabalho da Lava-Jato será composto, de forma permanente, pelos procuradores Herbert Reis Mesquita, José Alfredo de Paula Silva (coordenador), José Ricardo Teixeira Alves, Luana Vargas Macedo, Marcelo Ribeiro de Oliveira, Raquel Branquinho, Maria Clara Barros Noleto e Pedro Jorge do Nascimento Costa.

Os dois últimos, Noleto e Costa, são os remanescentes do antigo grupo nomeado por Janot.

Já os cinco procuradores que ficaram no grupo só por mais 30 dias são Fernando Antonio Oliveira Junior, Melina Castro Flores, Rodrigo Telles de Souza, Sérgio Bruno Fernandes (antigo coordenador) e Wilton Queiroz de Lima.

Durante sua campanha à PGR, em julho, e na primeira reunião de transição com Janot, em agosto, Dodge convidou os antigos membros a permanecerem no Grupo de Trabalho da Lava-Jato. Parte quis sair, mas outros dois (além dos que ficaram) que teriam manifestado interesse de permanecer só tiveram a nomeação prorrogada por 30 dias – episódio que gerou crítica de aliados de Janot e evidenciou o racha na PGR.

A portaria publicada por Dodge no “Diário Oficial da União” também subordina o Grupo de Trabalho da Lava Jato à recém-criada Secretaria da Função Penal Originária junto ao Supremo Tribunal Federal, sob responsabilidade de Branquinho.

Os membros têm experiência na área criminal. Raquel Branquinho e o coordenador José Alfredo Silva, por exemplo, participaram das investigações do mensalão.

Os atos assinados pela nova procuradora-geral no primeiro dia de trabalho oficializaram ainda outras mudanças que ela já havia anunciado, como as nomeações para a chefia de gabinete (procuradora Mara Elisa de Oliveira) e para a Secretaria-Geral Jurídica (Alexandre Camanho).

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