Segunda-feira, 15 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 24 de janeiro de 2023
A reabertura da China está gerando previsões mais otimistas com relação ao crescimento econômico global. Ao mesmo tempo, autoridades chinesas tentam alimentar a percepção de que o atual surto de covid-19 já teria atingido o pico. Segundo o governo chinês, cerca de 80% da população já teria contraído a doença no atual surto.
O secretário-geral da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), Mathias Cormann, disse ao “Nikkei Asia” que está mais otimista sobre as perspectivas de crescimento global para o próximo ano desde que a China anunciou a reabertura de sua economia.
Segundo Cormann, “a China é um player muito importante na economia global”, embora “a recuperação econômica na China também signifique um aumento na demanda global por energia”.
Na véspera do feriado de ano novo lunar, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) da China informou que cerca de 1,2 bilhão de seus habitantes já havia sido infectado na atual onda de covid-19. Com base nesse dado, alguns especialistas estimam que mais de 1 milhão de pessoas teriam morrido da doença desde dezembro, bem acima do dado oficial de 72 mil mortes.
Pequim tem se esforçado em convencer o mundo de que a situação da pandemia está sob controle, mas os grandes deslocamentos do feriado de ano novo lunar causam apreensão. Depois de considerar as viagens durante o feriado, a empresa de análise de saúde Airfinity elevou sua estimativa de mortes por covid na China para 36 mil por dia, com um aumento de
Brasil
Em outra análise, a reabertura total da China, depois de três anos de restrições rígidas da política de “Covid zero” no país, vai beneficiar a economia global e a do Brasil. Essa é a opinião de Louis-Vincent Gave, um dos fundadores e o presidente da Gavekal, casa de pesquisas e gestora sediada em Hong Kong, e uma das principais referências de investidores para China e o mercado asiático.
Em sua visão, depois da forte desaceleração que registrou em 2022, a China deve ter um crescimento forte neste e, provavelmente, no próximo ano – o que é uma notícia especialmente boa para commodities como metais e petróleo, que devem ver seus preços puxados para cima, e para os exportadores delas, como o Brasil.
“O grande evento deste ano é o fato de que a economia chinesa vai reacelerar, o que significa que a economia global deve acelerar junto”, disse Gave, em entrevista à CNN. “E isso é indiscutivelmente uma boa notícia para o Brasil.”
Mesmo em meio a prognósticos que falam em desaceleração ou recessão nas principais economias do mundo em 2023, Gave acredita na aceleração da China.
“A taxa de crescimento deles deve ser mais próxima de 3% a 4% daqui para frente”, diz. As informações são do jornal Valor Econômico, de agências internacionais de notícias e da CNN.
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