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Geral Recuperação do papa Francisco progride, mas alta deve atrasar

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Segundo ele, os países proclamam a paz desviando o olhar de milhões de pessoas “que não têm o necessário para viver ou que se arrastam numa existência indigna para o homem”. (Foto: Divulgação/Vaticano)

O papa Francisco, 84 anos, continua se recuperando após uma cirurgia no intestino grosso no último domingo, e está caminhando e trabalhando nas instalações que ocupa na Policlínica Gemelli, em Roma, segundo o boletim deste sexta-feira (9) divulgado pelo Vaticano. O boletim, no entanto, indica que a alta de Francisco pode não ocorrer dentro do prazo de uma semana inicialmente previsto, ao informar que ele não está bem o suficiente para voltar para a Cidade do Vaticano a tempo da tradicional bênção de domingo ao meio-dia, conhecida como Angelus.

O papa Francisco “transcorreu um dia tranquilo, com uma normal convalescênça clínica. Continua a alimentar-se regularmente e prossegue os tratamentos programados.” É o que afirmou o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni.

De acordo com o comunicado desta sexta-feira (9), o papa “passeou pelo corredor e retomou o trabalho, alternando-o com momentos de leitura. À tarde, celebrou a Santa Missa na Capelinha do apartamento privado, da qual participou quem o assiste nesses dias de internação”.

“Depois de um leve episódio febril”, informa Bruni, o pontífice se encontrava sem febre nesta sexta. “Por ocasião do próximo domingo, acrescenta, está prevista a oração do Angelus do 10° andar da Policlínica Universitária A. Gemelli”.

Segundo a nota, o papa “agradece pelas numerosas mensagens de afeto e proximidade que recebe diariamente e pede que continuem a rezar por ele”.

Neste domingo, será a primeira vez desde que assumiu o posto, em 2013, que Francisco não estará nessa ocasião na Cidade do Vaticano, exceto quando estava viajando. Antes, havia a especulação entre os jornalistas que cobrem o Vaticano de que a alta poderia ocorrer neste sábado à tarde, embora desde a cirurgia os porta-vozes oficiais do Pontífice tenham evitado dar prazos, falando em “cerca de uma semana” de internação.

Na noite da última quarta-feira, o Papa teve febre, mas exames de sangue descartaram infecção, de acordo com o Vaticano. Outras avaliações pulmonares e abdominais, além de um teste microbiológico, tiveram resultados negativos.

A diverticulite que levou o Papa a passar pela cirurgia é uma inflamação na parede do intestino grosso que causa espessamento do órgão, que fica mais estreito – o que é chamado de estenose, em linguagem médica. É um problema comum em idosos e que provoca dores ao evacuar. O problema é corrigido com a remoção da parte afetada e a junção das pontas do intestino que ficaram soltas. O Papa teve metade do cólon removido no procedimento, que foi anunciado no próprio domingo passado e, segundo o Vaticano, já estava agendado com antecedência.

Com cerca de três horas de duração, o procedimento foi realizado por uma equipe de 10 pessoas, conduzidas pelo médico Sergio Alfieri. A Policlínica Gemelli tradicionalmente recebe os chefes da Igreja Católica quando precisam de tratamento, e uma parte do seu 10º andar é reservada a eles. Mas esta foi a primeira vez em que o sacerdote argentino Jorge Mario Bergoglio foi internado desde que assumiu como papa Francisco, em 2013. As informações são do jornal O Globo e da assessoria do Vaticano.

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