Domingo, 18 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 5 de março de 2016
O delegado da Polícia Federal Igor Romário de Paula, da força-tarefa da Operação Lava-Jato, afirmou que pesou na decisão de pedir ao juiz Sergio Moro a condução coercitiva do ex-presidente Lula o fato de o petista e a ex-primeira-dama Marisa Letícia terem se recusado a depor pessoalmente sobre o tríplex em Guarujá (SP) ao Ministério Público de São Paulo, em inquérito conduzido pelo promotor Cássio Conserino. “A partir do momento em que virou investigado pelo Ministério Público de São Paulo, ele tem se recusado a comparecer. Esse é um dos motivos, e principalmente o fato de quem está à frente da investigação entender que seria conveniente e mais produtivo um depoimento logo na deflagração da operação”, afirmou.
No despacho do juiz Sergio Moro, no entanto, a alegação foi de que a condução coercitiva teve o objetivo de evitar tumultos envolvendo defensores do ex-presidente. “[O Ministério Público] Argumenta que a medida é necessária pois, em depoimentos anteriormente designados (…) teria havido tumulto provocado por militantes políticos, como o ocorrido no dia 17/02/2016, no Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo”, diz o documento. (Felipe Frazão/Veja)
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