Segunda-feira, 28 de setembro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Mundo Rede de tráfico humano na Ásia mira brasileiros e aplica golpes virtuais

Compartilhe esta notícia:

Luckas Viana, de 31 anos, estaria preso em um centro de cibercrimes na divisa entre Mianmar e Tailândia desde outubro. (Foto: Reprodução)

A situação do brasileiro Luckas Viana dos Santos, de 31 anos, sem contato com a família após relatar ter sido vítima de uma rede de tráfico humano em Mianmar, não é um caso isolado. Desde 2022, o Ministério das Relações Exteriores passou a alertar viajantes na região dos riscos representados por ofertas de emprego suspeitas. Ao aceitarem as propostas, as vítimas trabalham em condições precárias operando golpes virtuais.

A Embaixada do Brasil em Yangon, capital de Mianmar, afirma ser notificada de aliciamentos de brasileiros para trabalhos análogos a escravidão desde setembro de 2022. Em geral, os alvos são seduzidos por vagas de emprego supostamente no setor financeiro da Tailândia, com salários competitivos, comissões e passagens aéreas.

Os brasileiros são levados a assinar cláusulas de confidencialidade antes de serem transportados até Mianmar. Eles, então, têm os passaportes retidos e são submetidos a longas jornadas de trabalho, privação parcial da liberdade de movimento e possíveis abusos físicos.

A Tailândia também é alvo de alertas do gênero pelo governo brasileiro. Em hostels, vagas de emprego nos arredores de Bangkok são oferecidas a brasileiros. No entanto, após aceitarem o trabalho, as vítimas são levadas por grupos armados até Mianmar, onde atuam para empresas fraudulentas e em condições precárias.

Luckas Viana dos Santos, de 31 anos, contatou a família no Brasil relatando estar preso em um centro de cibercrimes na divisa entre Mianmar e Tailândia desde o início de outubro. A mãe do rapaz, Cleide Viana, afirma que ele foi aliciado por uma falsa proposta de emprego e, desde então, está sob o controle de criminosos que exigem cerca de R$ 120 mil para sua libertação.

“Meu filho está sendo explorado, torturado e forçado a cometer crimes contra sua vontade”, escreveu Cleide na internet. Ela ainda relatou que a família busca ajuda no Itamaraty, na Polícia Federal e no Ministério Público Federal (MPF) para tentar resgatá-lo.

Na última ligação para sua mãe, no dia 8 de dezembro, Luckas informou que os criminosos estavam pedindo cerca de R$ 120 mil por sua libertação. Desde então, ele não entrou mais em contato. Cleide tenta arrecadar o valor, mas luta contra o tempo: “Cada segundo conta. A dor é imensa, mas a fé é maior”.

Dados do Relatório Nacional sobre Tráfico de Pessoas (2021-2023), divulgado pelo Ministério da Justiça em junho de 2024, mostram que, em 2022, 109 brasileiros foram vítimas de tráfico humano na Ásia. Segundo o relatório, “a vulnerabilidade socioeconômica aumenta a suscetibilidade” das vítimas, enquanto plataformas digitais facilitam o aliciamento.

O documento também destaca que a pandemia de Covid-19 intensificou o problema, com o fechamento de cassinos físicos e a migração para ambientes digitais de fraude. “As plataformas digitais expandiram significativamente o alcance territorial dos perpetradores”, informou o relatório. As informações são do jornal O Globo.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Mundo

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Governo dos Estados Unidos sabe a origem dos drones misteriosos que apareceram em Nova Jersey, diz Trump
INSS quer substituir jornada fixa dos seus funcionários por metas de desempenho, mas encara resistência da categoria
Pode te interessar