Sábado, 31 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 31 de outubro de 2026
Os brasileiros reagiram com expectativa e surpresa nas redes sociais em relação à fuga do País do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), após a derrota eleitoral para o presidente Lula (PT). Os dados, obtidos pela Coluna do Estadão, do jornal O Estado de S. Paulo, foram levantados pela agência Latam Intersect PR na plataforma Delta Analytics BV.
A análise mapeou três redes sociais — Facebook, Instagram e TikTok — entre terça-feira, 27, e quarta-feira, 28. Nesse período, Flávio ficou incomunicável, chegou aos Estados Unidos e divulgou uma carta de teor golpista em que se autodeclara “presidente eleito”. Em seguida, recuou e se chamou de “líder do Brasil”. Apesar de seu próprio partido e diversos aliados, ele continua sem reconhecer que Lula foi reeleito com 4,4 milhões de votos de vantagem.
No Facebook, os sentimentos predominantes sobre o tema foram expectativa (69,2%) e surpresa (28,2%). No Instagram, 97,1% reagiram com expectativa, enquanto no TikTok, plataforma usada pelos mais jovens, as publicações demonstraram expectativa (20,1%), surpresa (10,2%), além de raiva e medo, ambos com 11,6%.
Em uma live na sexta-feira, 30, o candidato derrotado disse que pretende concorrer novamente à Presidência antes de 2030, o que é não é possível segundo a Constituição.
“Isso me dá muita consciência e ainda mais coragem para enfrentar o que tiver que enfrentar, se preciso for para resgatar, para salvar o nosso País, para disputar mais uma eleição para presidente da República. Eu não estou falando de 2030 não, eu estou falando de antes disso”.
Flávio voou da Argentina aos EUA em fuga
Flávio foi para os Estados Unidos após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, mandar ele entregar seus passaportes, no último domingo, 25. A decisão foi tomada em um inquérito na Corte que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Além do senador, é investigado o advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio.
No pedido feito ao ministro, a Polícia Federal citou “risco concreto de evasão” de Flávio e o “precedente concreto” de Willer, que já havia ido aos EUA após a abertura da investigação.
O avião que levou o candidato derrotado, as filhas e a esposa, saiu da Argentina, no aeroporto de Puerto Iguazú, fez escala no Equador e chegou a Miami, nos EUA, na manhã da quarta-feira (28). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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