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Economia Redução de salário em 70% é o acordo mais comum em programa do governo

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Modalidade responde por um em cada quatro acordos firmados desde o retorno da ação voltada à manutenção do emprego, em abril

Foto: Agência Brasil
As mulheres foram predominantes na ocupação das vagas criadas no mercado formal. (Foto: Agência Brasil)

Patrões e empregados firmaram mais de 2,7 milhões de acordos para suspensão de contrato ou redução de salário e jornada de trabalho desde a reedição do programa do governo de apoio ao emprego durante a pandemia.

Segundo dados da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, 1,5 milhão foram acordos para redução de salário e jornada, o equivalente a 57,7% do total, sendo que a maior parte está voltada a redução máxima permitida – 70%.

Os 702,2 mil acordos desse tipo representam 25,7% do total, ou um em cada quatro firmados. São ainda praticamente o dobro dos acordos para redução em 25%, a mínima possível.

O programa foi uma das principais iniciativas de socorro à economia no ano passado, sendo responsável por mais de 20 milhões de acordos e por evitar demissões, especialmente no primeiro semestre, quanto o comércio e serviços ficaram fechados por alguns meses em diversos estados do País.

Nele, o governo arca com uma parte ou todo o salário do trabalhador pagando o BEM (benefício emergencial), no limite de R$ 1.911,84 mensais. A iniciativa é diferente do auxílio emergencial, que é voltado principalmente a trabalhadores informais e famílias de baixa renda.

A procura pelo benefício a trabalhadores formais foi diminuindo gradativamente ao longo de 2020, seguindo a reabertura da economia, e o programa foi encerrado em dezembro, junto com o estado de calamidade pública para enfrentamento da Covid-19. Em 2021, no entanto, empresários clamaram pelo retorno da ação logo no começo do ano e intensificaram os pedidos com a segunda onda da doença e o recrudescimento das quarentenas.

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Giovani Demetrius Monteiro Plá
12 de julho de 2021 09:09

Não exatamente. As pessoas tem a jornada de trabalho diminuída e recebem a diferença do governo. O problema é que o governador complementa para quem ganha no máximo 1.900. E quem é comissionado também não tem complementação. Vendedores em geral se ferraram durante a pandemia. E quem ganha de 1.900 para cima também se ferrou. Isso gera diminuição de dinheiro circulando e a baixa movimentação de mercado vista atualmente. O projeto é para preservar as empresas. No entanto foram empresas de grande porte que mais o utilizaram. Alguns setores, como restaurantes por exemplo, quebraram mesmo.

João Fernando Zacher
12 de julho de 2021 00:34

Isso significa que o “coitado” vai ganhar menos do que a metade do salário ???

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