Quinta-feira, 01 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 28 de abril de 2021
Regina Duarte tem menos de 15 dias para se retratar publicamente em seu perfil no Instagram por ter propagado uma notícia falsa sobre a ex-primeira dama Marisa Letícia Lula da Silva, morta em 2017. O juiz Manuel Eduardo Pedroso Barros, da 12ª Vara Cível de Brasília, condenou parcialmente a atriz em processo ajuizado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seus filhos em 2020. Em abril do ano passado, quando ocupava o cargo de secretária nacional de Cultura do governo de Jair Bolsonaro, ela publicou afirmação de que foram encontrados R$ 256 milhões em uma conta da ex-primeira-dama. O valor correto era de R$ 26.281,74. Cabe recurso da decisão.
Na sentença, o juiz determinou 15 dias, a partir da última segunda-feira (26/04), para que a retratação seja publicada na conta de Regina Duarte no Instagram. Se não cumprir a decisão, a atriz pode receber multa diária de R$ 150, até o máximo de R$ 50 mil. Em sua argumentação, o magistrado diz que Regina “propalou fake news a respeito do patrimônio da falecida Marisa Letícia”, mas entendeu que ela foi “induzida a erro” pelo fato de o valor errado ter sido informado pela Justiça, e não concedeu a indenização pedida por Lula e seus filhos. O magistrado, porém, considerou que há necessidade de retratação.
Postagens negacionistas
Até o início da noite desta quarta-feira, a atriz de 74 anos ainda não havia postado o pedido de desculpas. Em sua conta na rede social, tem se dividido entre fotos de crianças, gatos e flores, mensagens de apoio a Bolsonaro e postagens negacionistas, que contestam o isolamento social e os números de mortos pela pandemia. Há uma semana, Regina postou uma foto sua recebendo a segunda dose da vacina contra o Covid-19. Há cerca de 20 dias, publicou mensagem de apoio ao ator Paulo Gustavo, que luta para se recuperar do coronavírus.
Em 2020, a atriz encerrou relação contratual que tinha com a Rede Globo desde 1969, e assumiu a secretaria de Cultura do governo de Jair Bolsonaro no dia 4 de março. Sua gestão foi breve e ela ocupou o cargo por apenas 77 dias, após um intenso processo de fritura política. Foi afastada com a promessa de Bolsonaro de ser deslocada para o comando da Cinemateca Brasileira, em São Paulo, o que não aconteceu até o momento. As informações são do jornal O Globo.
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