Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 2 de janeiro de 2020
Pujol diz que deverá quebrar paradigmas.
Foto: Leonardo Contursi/CMPAFoi empossada, na tarde desta quinta-feira (2), a nova Mesa Diretora da Câmara Municipal de Porto Alegre. O vereador Reginaldo Pujol (DEM) tomou posse em substituição à vereadora Mônica Leal (PP) na presidência da Casa e irá comandar o Legislativo em 2020.
Com o plenário lotado, Mônica Leal deu início à sessão especial dando posse à nova Mesa Diretora que comandará a Câmara em 2020, último ano legislativo da XVII legislatura. Juntamente com o vereador Reginaldo Pujol, farão parte da nova gestão os seguintes vereadores e vereadoras: Paulo Brum (PTB), na 1ª vice-presidência; Lourdes Sprenger (MDB), na 2ª vice-presidência; João Carlos Nedel (PP), na 1ª secretaria; Márcio Bins Ely (PDT), na 2ª secretaria; e Airto Ferronato (PSB), na 3ª secretaria.
A vereadora Mônica Leal, que deixou a presidência da Casa nesta tarde, foi a quarta mulher a comandar o Parlamento da cidade em 246 anos de história da Câmara completados em 2019. Antes dela, já haviam presidido a Câmara Municipal de Porto Alegre as vereadoras Margarete Moraes (2004), Maria Celeste (2007) e Sofia Cavedon (2011), todas do PT.
Quebrar paradigmas
Reginaldo Pujol (DEM) afirmou que pretende dirigir a Casa de forma solidária com os demais colegas da nominata e quebrar paradigmas, principalmente aquele que diz que, em anos eleitorais, os parlamentos não funcionam. “Aqui, vai funcionar e vai funcionar muito bem porque é repleto de homens e mulheres muito responsáveis que assim também o querem”, frisou.
Pujol falou da importância da Capital para sua formação política. “Aqui em Porto Alegre, muito cedo, eu aprendi, ainda na política estudantil e depois lá na gloriosa União Democrática Nacional, que o preço da liberdade é a eterna vigilância”. Conforme o vereador, este ensinamento o acompanha desde então em sua trajetória política, que inclui passagem pela Arena, pelo PDS e pelo “querido Partido da Frente Liberal, o partido que eu sou efetivamente integrante, ainda que hoje ocupando um cargo pelo Partido Democratas”.
Diálogo
O novo presidente defendeu o diálogo como instrumento para resolver conflitos e encontrar soluções. “Tenho dito e quero repetir hoje mais alto do que nunca: chega de pensar no que é mais corretamente certo, vamos pensar naquilo que é mais corretamente necessário. E necessário nesta hora é que todos nós tenhamos compreensão do momento histórico que vivemos”, destacou, referindo-se às quebras e rupturas ideológicas na política brasileira e aos embates do Legislativo Municipal.
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