Quinta-feira, 08 de maio de 2025
Por Redação O Sul | 8 de setembro de 2015
O Reino Unido receberá 20 mil refugiados sírios nesta legislatura, que acaba em 2020, anunciou nessa segunda-feira o primeiro-ministro, David Cameron.
No retorno do recesso de verão, Cameron informou aos deputados que os refugiados virão de campos em países na fronteira com a Síria. Por isso, não incluirão as pessoas que tenham chegado à Europa por seus próprios meios.
O primeiro-ministro explicou que, ao não fazer parte do Acordo de Schengen – que permite a livre circulação de pessoas dentro da UE (União Europeia) –, o Reino Unido pode decidir seu próprio enfoque para resolver a crise de imigrantes que chegou ao continente.
A UE estuda introduzir um sistema de cotas obrigatórias para alocar em torno de 120 mil refugiados do conflito sírio, abordagem que enfrenta a oposição do Reino Unido.
O enfoque britânico empregará o coração e a mente, e abordará as causas assim como as consequências, o que implicará em um maior trabalho diplomático para impulsionar um governo de união nacional na Líbia e resolver o conflito na Síria, assim como medidas para reduzir a chegada de imigrantes através do Mediterrâneo.
O Reino Unido destinará parte de seu orçamento de ajuda internacional, de 12 bilhões de libras (70 bilhões de reais) anuais, para melhorar as condições nos campos de Turquia, Jordânia, Líbano e Síria, acrescentou Cameron, que ressaltou que seu país é o único que se comprometeu a dedicar 0,7% de seu PIB (Produto Interno Bruto) à ajuda humanitária. (EFE)