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Geral Relações com o Brasil são um dos temas centrais do debate entre os dois candidatos à Presidência da Argentina. Segundo turno será no domingo

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Javier Milei e Sergio Massa bateram boca sobre o futuro dos laços da Argentina com o Brasil. (Foto: Reprodução)

A relação do Brasil com a Argentina gerou embate entre o libertário Javier Milei e o peronista Sergio Massa no último debate presidencial antes das eleições, marcadas para o próximo domingo.

Logo no primeiro bloco do debate, Massa, atual ministro da Economia, acusou Milei de querer romper relações comerciais com o Brasil e com a China. O libertário negou e disse que pretende deixar o mercado regular essas operações, sem interferência do Estado. “Sobre as mentiras (que afirmam que) que eu digo que não devemos comercializar com a China ou o Brasil, é falso. É uma questão do mercado privado e o Estado não tem porque se meter, porque cada vez que se mete gera corrupção”, disse Milei.

O tema surgiu após Massa resgatar as declarações de Milei sobre não dialogar com “comunistas”, como já classificou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o líder chinês Xi Jinping. Segundo o ministro, esse tipo de posição custaria empregos de argentinos, pois os dois países são os maiores parceiros comerciais da Argentina.

“Acredito em uma Argentina livre, que pode negociar com quem quiser”, respondeu Milei ao adversário governista.

O libertário aproveitou a discussão para afirmar que o governo de Alberto Fernández, do qual Massa faz parte, não mantinha relações com o ex-presidente Jair Bolsonaro quando ele estava na Presidência do Brasil. Massa rebateu relembrando que visitou o País quando o ex-presidente ainda estava no cargo, em 2020.

A discussão sobre a relação com o Brasil virou bate-boca, o que obrigou a mediadora a intervir no debate pedir que os candidatos respeitassem o tempo para declarações.

Antes disso, o Brasil já havia sido citado por causa da presença de publicitários que já trabalharam para o PT na campanha de Massa.

Os dois candidatos falavam sobre economia, quando Massa “convidou” os espectadores a procurar no Google vídeos de declarações do adversário sobre o corte de subsídios. “Eu convido os espectadores a ver os vídeos inteiros, não os que os brasileiros editam para fazer campanha para você”, rebateu Milei.

O bloco destinado à economia, durante o qual as duas referências ao Brasil apareceram, era fundamental para os dois presidenciáveis. Com a Argentina enfrentando inflação acima dos 138% neste ano, trata-se do tema mais sensível para os argentinos.

Questionado por Massa, Milei manteve suas duas principais promessas de campanha: a dolarização total da economia e o fechamento do Banco Central. Em contrapartida, o libertário buscou encurralar o peronista citando os principais dados econômicos do país.

As últimas pesquisas mostram Milei e Massa empatados tecnicamente, com uma leve vantagem para o libertário. O site La Politica Online, que faz um agrupamento e uma média das sondagens, indica que Milei tem 43,8%, ante 43% de Massa. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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