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Brasil Relator pede abertura de processo de Delcídio Amaral no Conselho de Ética

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Delcídio foi preso em novembro do ano passado acusado de tentar obstruir as investigações da Lava-Jato. (Foto:Câmara dos Deputados/Divulgação)

O senador Telmário Mota (PDT-RR), relator no Conselho de Ética do caso de Delcídio Amaral (PT-MS), defendeu nesta quarta-feira (9) a admissibilidade do processo de cassação do colega. Delcídio foi preso em novembro do ano passado acusado de tentar obstruir as investigações da Lava-Jato. Ele firmou um acordo de delação premiada com a PGR (Procuradoria-Geral da República), que ainda não foi homologado, e foi solto no mês passado.

O relator destacou que há indícios de crime nos diálogos de Delcídio com Bernardo Cerveró, filho do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, Edson Ribeiro, então advogado do ex-diretor, e Diogo Ferreira, ex-assessor do senador. “Conquanto seja necessário o exame mais aprofundado, o exame superficial dos diálogos apontam indícios de crime e consequente quebra de decoro parlamentar pelo representante, dessa forma impõe-se a admissibilidade”, afirmou Telmário.

Questionado após a sessão sobre qual impacto terá a delação de Delcídio no processo, o relator afirmou que a delação o incrimina e criticou quem adere a este tipo de procedimento.

“O delator, pra mim, tem dois defeitos. Primeiro, é réu confesso, e depois é frouxo. Se tiver mesmo a delação isso vai incriminá-lo”, disse Telmário.

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) já apresentou um requerimento para que seja juntado ao processo a delação de Delcídio assim que ela for homologada pelo STF. Tal medida, porém, seria tomada apenas após a aprovação da admissibilidade.

O presidente do Conselho, João Alberto (PMDB-MA), chamou nova reunião para a próxima semana com o objetivo de votar o relatório. Não foi aberto nem sequer espaço para debates.

A segurança da Casa, seguindo ordem do presidente do Conselho, restringiu a entrada de alguns jornalistas na sala em que se realizou a reunião. Apesar de haverem ainda espaços vazios foi argumentado que a sala estava cheia. Os jornalistas de imprensa escrita só tiveram a entrada autorizada quando a reunião já se iniciava. (AG)

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