Terça-feira, 06 de outubro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Rio Grande do Sul Relatório de Transparência Fiscal atualiza situação das contas públicas do Rio Grande do Sul

Compartilhe esta notícia:

Documento reúne informações referentes ao segundo quadrimestre de 2026

Foto: Gustavo Mansur/Palácio Piratini
(Foto: Gustavo Mansur/Palácio Piratini)

Foi disponibilizada, nesta terça-feira (6), a 21ª edição do RTF (Relatório de Transparência Fiscal), elaborado a partir dos dados do Rreo (Relatório Resumido de Execução Orçamentária) e do RGF (Relatório de Gestão Fiscal) do segundo quadrimestre de 2026. Além das informações da Cage (Contadoria e Auditoria-Geral do Estado), o documento conta com contribuições da Receita Estadual e do Tesouro do Estado.

Nos dois primeiros quadrimestres de 2026, o resultado orçamentário foi positivo em R$ 7,7 bilhões, valor que segue influenciado por fatores extraordinários, tais como o ingresso de operações de crédito, o aumento das receitas patrimoniais e os efeitos financeiros da suspensão do pagamento da dívida com a União, decorrente da Lei Complementar 206/2024.

O ICMS apresentou crescimento nominal de 2,4% em relação ao mesmo período de 2025. Em valores corrigidos pelo IPCA, contudo, houve redução real de 1,9%. Desconsiderando os ingressos associados aos programas de regularização de débitos tributários realizados em 2025 e 2026, a arrecadação apresentou crescimento real de 0,6%, indicando recuperação moderada da atividade econômica. Ainda assim, permanece 5,7% inferior, em termos reais, ao patamar observado em 2021, período marcado pelos efeitos inflacionários da pandemia.

Receitas adicionais

Além do desempenho das receitas tributárias e das transferências correntes, o crescimento da receita foi influenciado por receitas patrimoniais e operações de crédito.

Um exemplo é o valor de R$ 1,23 bilhão obtido com a cessão do direito de operacionalização da folha de pagamento, além do aumento de R$ 532 milhões nos rendimentos de aplicações financeiras. Também contribuiu para o resultado no quadrimestre a liberação de R$ 1,9 bilhão da operação Pró-Resiliência, contratada junto ao Bird (Banco Mundial) para pagamento de precatórios.

Pelo lado da despesa efetiva, houve crescimento de 8,6% em relação ao mesmo período de 2025. O grupo “Outras Despesas Correntes” avançou R$ 2,1 bilhões. As despesas com pessoal tiveram amento de R$ 811 milhões (3,2%), enquanto os investimentos cresceram em R$ 394 milhões.

Os gastos previdenciários totalizaram R$ 12,7 bilhões e corresponderam a aproximadamente 30% da despesa efetiva do período. Apesar da magnitude desses dispêndios, o déficit previdenciário do Fundo Financeiro apresentou redução de 4,9% em relação ao segundo quadrimestre de 2025, encerrando o período em R$ 6,0 bilhões.

O resultado primário, que exclui receitas e despesas financeiras e considera os pagamentos efetuados no exercício, totalizou R$ 125 milhões. A diferença em relação ao resultado orçamentário decorre, principalmente, da participação das receitas financeiras no período, que alcançaram cerca de R$ 4,1 bilhões, e do pagamento de R$ 5 bilhões em restos a pagar de exercícios anteriores.

Indicadores fiscais avançam

A RCL (Receita Corrente Líquida) alcançou R$ 68,3 bilhões no período de 12 meses encerrado em agosto de 2026, com crescimento de 8,3% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Com isso, o comprometimento da despesa com pessoal do Poder Executivo ficou em 43,19% da RCL, abaixo do limite prudencial de 46,55% definido pela Lei de Responsabilidade Fiscal. De forma semelhante, a relação entre a Dívida Consolidada Líquida e a RCL reduziu-se para 168,41%, permanecendo abaixo do limite de 200% estabelecido pela Resolução do Senado Federal 40/2001.

Até agosto de 2026, o montante de parcelas não pagas da dívida, em decorrência dos efeitos da Lei Complementar 206/2024, alcançou R$ 9,8 bilhões. Os recursos foram direcionados ao Funrigs (Fundo do Plano Rio Grande) para financiar ações de reconstrução do Estado.

Em razão das restrições do período eleitoral, a edição do Relatório de Transparência Fiscal apresenta conteúdo mais sintético. Apesar das adaptações de conteúdo, permanecem preservados os compromissos com a transparência fiscal, a divulgação de informações relevantes sobre as contas públicas e o atendimento às disposições da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Rio Grande do Sul

Deixe seu comentário

Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

0 Comentários
mais recentes
mais antigos Mais votado
Rio Grande do Sul registra caso de gripe aviária em aves de subsistência no município de Selbach
Ministro do Supremo Gilmar Mendes diz que “nem os momentos de turbulência” comprometeram a força da Constituição
Pode te interessar
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x