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Política Rotina de Bolsonaro na cadeia tem 144 atendimentos médicos em 39 dias, 7 horas de sono diárias e programas esportivos, aponta relatório

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A perícia médica atestou que as comorbidades de Bolsonaro estão sob controle clínico e medicamentoso

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
A perícia médica atestou que as comorbidades de Bolsonaro estão sob controle clínico e medicamentoso. (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil)

A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que negou o pedido de prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), detalha relatórios técnicos sobre a rotina do ex-mandatário no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha. Para o ministro, Bolsonaro recebe atendimento médico adequado no local.

Segundo o documento, em um período de 39 dias analisados — entre 15 de janeiro e meados de fevereiro de 2026 —, o ex-presidente foi atendido 144 vezes por profissionais de saúde, média de quase quatro atendimentos diários. O batalhão conta com médico da Secretaria de Saúde do DF e com uma Unidade de Saúde Avançada do Samu, com enfermeiro em plantão 24 horas.

De acordo com laudo da perícia médica da Polícia Federal, solicitado por Moraes, Bolsonaro relatou dormir por volta das 22h e acordar às 5h, embora costume se levantar às 8h. Pela manhã, toma café, realiza higiene pessoal e se dedica à leitura. Após o almoço, faz repouso de cerca de 20 minutos. À tarde, assiste a programas esportivos, conversa com o policial responsável pela guarda e realiza caminhadas de aproximadamente 1 km na área comum do batalhão, sob escolta. Foram registradas 33 caminhadas no período.

A perícia atestou que as comorbidades do ex-presidente — como hipertensão, apneia do sono grave e aderências abdominais — estão controladas com acompanhamento clínico e medicação, sem necessidade de internação hospitalar.

O laudo também apontou inadequações na alimentação. Segundo os peritos, há baixo consumo de frutas, verduras e hortaliças, além de ingestão frequente de alimentos ultraprocessados e açúcares, como biscoitos e bolos. O documento registra ausência de controle de peso adequado para o tratamento de condições como refluxo gastroesofágico e destaca que não há medicamento prescrito para obesidade. Bolsonaro relatou hábito intestinal de três a quatro vezes por semana.

Em relação ao sono, o ex-presidente informou roncos e despertares frequentes, mas relatou melhora de cerca de 80% após iniciar o uso de aparelho CPAP para tratamento da Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono. Os peritos recomendaram acompanhamento contínuo com especialista. Quanto ao refluxo, o laudo aponta falhas em medidas comportamentais, como o repouso logo após as refeições e a falta de controle de peso.

Devido às caminhadas ao ar livre, foi prescrita rotina de prevenção ao câncer de pele, com uso de filtro solar fator 30 ou superior, roupas com proteção UV, chapéu e óculos escuros, além de evitar exposição ao sol entre 10h e 16h.

A decisão também menciona a atividade política do ex-presidente na prisão. No período analisado, ele recebeu 36 visitas de pessoas que não são familiares, além de encontros frequentes com a esposa, Michelle Bolsonaro, e os filhos. Entre os visitantes estiveram o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e parlamentares aliados como Rogério Marinho, Flávio Bolsonaro, Nikolas Ferreira e Helio Lopes.

Bolsonaro também recebeu assistência religiosa em quatro ocasiões e se reuniu com advogados em 29 dias do período analisado. Para Moraes, os registros reforçam que o ex-presidente apresenta condições físicas e mentais compatíveis com a permanência no regime atual.

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Vanderlei Ochoa
3 de março de 2026 16:40

Tem saúde de atleta. Não é qualquer gripezinha que derruba o homem.

Vanderlei Stefani
3 de março de 2026 11:35

Vosso eterno presidiário

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