Terça-feira, 22 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 30 de janeiro de 2017
Um relatório da Receita Federal que analisa as declarações de Imposto de Renda de Eike Batista nos últimos dez anos aponta uma queda na renda anual do empresário e levanta a suspeita de que ele tenha contas não declaradas no exterior.
O rendimento bruto declarado por Eike, que já foi apontado como o oitavo homem mais rico do mundo, passou de 4 bilhões de reais, em 2008, para 1,3 milhão de reais em 2015. Ainda assim, a movimentação bancária permanece elevada – o que, para os auditores fiscais, é “atípico”.
O relatório é de setembro de 2016, e foi anexado aos autos da 34ª fase da Operação Lava-Jato, que investigou suspeitas de corrupção em contratos de uma empresa de Eike, a OSX, com a Petrobras.
Os auditores que assinam o documento, produzido pelo setor de pesquisa e investigação da Receita após ordem do juiz Sergio Moro, destacam que eventuais irregularidades “merecem confirmação por parte do setor de fiscalização, por meio de procedimento administrativo fiscal”.
Para os auditores fiscais, há uma “movimentação atípica” financeira de Eike “em todo o período analisado”, entre os anos de 2006 e 2015. Segundo o relatório, na maior parte desse período, os valores movimentados nas contas do empresário são maiores que os rendimentos declarados, “sendo indício de existência de outras fontes de rendas, diversas das declaradas”.
Em 2015, por exemplo, seu rendimento líquido foi de pouco menos de 1,3 milhão de reais – mas suas contas receberam 3,2 milhões de reais em créditos. Em 2014, a diferença é ainda maior: a renda líquida declarada é de 4,4 milhões de reais, mas a movimentação chega a 68 milhões de reais. (Folhapress)
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