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Economia Renda é insuficiente para sete em cada dez famílias chegarem ao fim do mês, indica o IBGE

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Pesquisa mostra que renda é insuficiente para 72% das famílias pagar as despesas mensais

Foto: Reprodução
Pesquisa mostra que renda é insuficiente para 72% das famílias pagar as despesas mensais. (Foto: Reprodução)

Os rendimentos recebidos por 72% das famílias brasileiras são insuficientes para arcar com as despesas mensais, de acordo com informações divulgadas nesta quinta-feira (18), pela POF (Pesquisa de Orçamentos Familiares), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Conforme o estudo referente aos anos de 2018 e 2019, 14,1% vivem em famílias que relataram muita dificuldade para sobreviver com a renda recebida e 58,3% e disseram ter dificuldade. Por outro lado, 26,5% atravessam o mês com facilidade e somente 1,1% tem muita facilidade.

De acordo com o IBGE, a insuficiência mencionada envolve o poder de arcar com bens essenciais para a sobrevivência, tais com alimentação e habitação, ou para cesta de itens não essenciais mais desejados, como itens de lazer.

Segundo a pesquisa, os 40% com menores rendimentos mensais relataram mais insatisfação com a renda do que os 10% com maiores ganhos. “Para o grupo de menor rendimento da distribuição, o baixo grau de satisfação com a renda familiar pode indicar que há necessidades básicas insatisfeitas, como alimentação e habitação adequada”, avalia a POF.

As famílias de pessoas de referência de cor preta e parda reportaram maior nível de insatisfação com a renda mensal (44.4%). Para 9,7%, há muita dificuldade para atravessar o mês e 34,7% tiveram alguma dificuldade. Já entre os brancos, 27% relatam ter entraves financeiros com os recebíveis.

Quando se observa a partir do sexo da pessoa de referência familiar, a POF aponta que a proporção de pessoas em famílias que avaliaram com muita dificuldade praticamente não variou entre os grupos, sendo 7% tanto para os lares liderados por homens quanto os por mulheres.

No entanto, há uma grande diferença quando se avaliou sua condição de passar o mês com o rendimento total familiar com facilidade. Entre as famílias com pessoa de referência do sexo masculino, a proporção foi de 17,5%, enquanto as lideradas por mulheres foi 9%.

“Esta diferença pode ser tanto por critérios objetivos, como renda per capita mais baixa para famílias com pessoas de referência que eram mulheres, como subjetivos, preferências de bens e consumo distintos”, avalia o IBGE.

Inadimplência

A POF mostra ainda que 95,6 milhões de pessoas (46,2% das famílias) atrasaram o pagamento de compromissos como aluguel ou prestação do imóvel, contas de água, luz ou gás e também prestações de algum bem ou serviço adquirido no período dos 12 meses pesquisados.

As faturas de água, eletricidade ou gás foram as que apresentaram maior percentual de pessoas em famílias que reportaram pagamento em atraso (37,5%). Na sequência, aparecem as prestações de bens e serviços (26,6%).

A parcela de pessoas que viviam em famílias que afirmaram ter tido problemas financeiros para realizar o pagamento de aluguel ou prestação do imóvel até a data do vencimento corresponde a 7,8% da população residente nos lares pesquisados.

O maior volume de atrasos (27,7%) é percebido nas famílias liderada por pessoas com idade entre 25 a 49 anos. Quando a pessoa da referência era da faixa de 50 a 64 anos, percentual cai para 12,3% e desaba para apenas 4,4% entre os idosos.

Segundo o IBGE, o volume de atrasos nos pagamentos de contas está diretamente relacionado ao rendimento familiar. “5 milhões das pessoas (24,1%) estavam nas famílias dos 40% com menores rendimento que tiveram ao menos uma das contas em atraso e apenas 366 mil (1,8%) nas famílias dos 10% com maiores rendimentos”, relata o estudo.

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6 Comentários
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Roberto Nunes
19 de agosto de 2021 16:39

Efeito bostonaro pilantra.
Fora bostonaro!!!!

Adroaldo Mousquer
19 de agosto de 2021 17:07

É. Tem 30% que não querem que mude. Porquê será? Será porque filho de porteiro estava fazendo faculdade? Uma mudança brutal e selvagem na economia. Será que os 70% vão votar em seu carrasco?

Paulo Ricardo Menegaz
19 de agosto de 2021 17:49

Aqui só comentários dos que está sobrando no orçamento.

Nilton G Veiga
19 de agosto de 2021 18:42

Incrível descoberta do IBGE, agora é que descobriram que a grande maioria da população faz mágica para conseguir sobreviver com esses salários merrecas. Interessante é que esse problema vem de muitas e muitas décadas de governos anteriores até os dias atuais, o próprio PT dito defensor do trabalhador não conseguiu eliminar a pobreza e miséria e o IBGE vem com conversa pra boi dormir num momento frágil e conturbado que passa o Brasil. É muita falta de noção, é muita hipocrisia deste instituto e desta mídia.

Nilton G Veiga
20 de agosto de 2021 10:59

Todos os políticos independente de nome ou partido prometem acabar com a pobreza mas não o fazem porque não interessa enquanto houver quem lucre com a situação e quanto mais ignorante o povo for melhor.
Bobos os q acreditam e votam nesses merdas.

Maria Cristina Martins Nocchi
20 de agosto de 2021 10:03

Ué, o mito genocida não ia salvar o BR? Faz arminha, reza pra jesuxx e toma suco de laranja do Queiroz miliciano, que passa!!

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