Sábado, 28 de fevereiro de 2026
Por Redação O Sul | 8 de setembro de 2015
A renegociação de dívidas entre consumidores e bancos cresceu 30,5% nos sete primeiros meses de 2015 em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados do BC (Banco Central). São consumidores que assumiram o compromisso de quitar a nova dívida em três anos, em média, mas nem todos conseguem manter as prestações em dia, apesar de terem esticado os prazos e reduzido as taxas cobradas.
Do valor renegociado, um terço teve o pagamento atrasado em pelo menos 15 dias. Os atrasos superiores a 90 dias, quando o consumidor é declarado inadimplente e o seu nome vai parar nos serviços de proteção ao crédito, representam metade desse volume, segundo o BC.
O aumento das renegociações reflete, principalmente, a piora das condições de crédito e do mercado de trabalho. Nesse mesmo período, as concessões de financiamentos ao consumo cresceram 4%, ou seja, tiveram retração em termos reais (descontada a inflação de quase 10%). Os dados do BC mostram que os consumidores têm obtido descontos ao renegociar débitos bancários. A taxa média nessas operações estava em 46% ao ano em julho, menos da metade do verificado no crédito pessoal (114%) e bem inferior à do cheque especial (247% ao ano).
Uma explicação para a taxa menor, segundo o BC, é que dívidas de cheque especial ou cartão de crédito, após a renegociação, ficam mais semelhantes a empréstimos pessoais, com cronograma definido de prestações. O aumento do desemprego, a queda na renda real – também consequência da inflação – e a alta dos juros no País complicam o quadro. (Folhapress)
Os comentários estão desativados.