Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 13 de outubro de 2025
Todos os reféns sob poder do Hamas foram libertados nesta segunda-feira
Foto: ReproduçãoEntidades que representam israelenses e palestinos no Brasil se manifestaram nesta segunda-feira (13) sobre os recentes avanços da implementação do plano de paz na Faixa de Gaza.
Na manhã de hoje, Israel e o Hamas realizaram a tão aguardada troca de reféns e prisioneiros, como parte do acordo de cessar-fogo anunciado na última quarta-feira. A movimentação começou com a libertação de 20 reféns israelenses sobreviventes; ao mesmo tempo, prisioneiros palestinos também deixaram as prisões e retornaram para sua terra.
Em nota, a Fisesp (Federação Israelita do Estado de São Paulo) comemorou a libertação dos reféns: “A Fisesp recebe com profunda emoção e imenso alívio a notícia de que, após 738 dias de dor, angústia e incerteza, todos os reféns vivos sequestrados pelo Hamas em 7 de outubro de 2023 estão finalmente de volta em casa”.
A entidade disse ainda que este “é um momento de renascimento e fé, um marco de humanidade em meio a um longo período de sofrimento que uniu corações em Israel e em todo o mundo”. O comunicado termina desejando que este “novo capítulo seja de reconstrução, diálogo e esperança”.
Já o presidente da Fepal (Federação Árabe Palestina do Brasil), Ualid Rabah, disse que os palestinos precisam parar de ser exterminados.
“O cessar-fogo é muito importante, evidentemente, porque o povo palestino precisa parar de morrer, parar de ser exterminado. Precisa ter a certeza de que deitará na sua casa, ou nas suas barracas, onde for possível, enfim, já que 92% das residências foram destruídas. Então, o cessar-fogo é o primeiro momento para qualquer discussão, para qualquer saída futura e duradoura, de preferência”.
Apesar de comemorar o acordo, Rabah manifestou uma visão crítica sobre o assunto, afirmando que é preciso ter garantias.
“É necessário ter uma força de paz internacional bélica que garanta a segurança do povo palestino. Sem isso, não teremos garantia de que, após uma mera troca de prisioneiros, não haja um novo bloqueio de Gaza, que continue a ocupação da Faixa de Gaza, que continue a ocupação da Cisjordânia. Mas celebremos o cessar-fogo. A troca de prisioneiros é ínfima e não representa as necessidades reais e todo o resto precisa ser discutido, sob pena de estarmos diante de apenas mais um cessar-fogo”.
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Israel recebeu 20 pessoas vivas e 28 mortas, enquanto o grupo terrorista Hamas recebeu 2.000 prisioneiros, destes 250 terroristas condenados a prisão perpétua…
Não há paz em Gaza. O que existe é um frágil acordo de cessar-fogo, que os israelenses ameaçam descumprir a qualquer momento. Israel matou dezenas de milhares de crianças, idosos e mulheres inocentes, destruiu hospitais, escolas e universidades. O mundo não pode mais permitir que os palestinos vivam sob o jugo dos genocidas de Netanyahu. Nem acreditar que estes mesmos assassinos possam conduzir qualquer processo de paz. Queremos justiça e reparação histórica. Palestina livre já!