Domingo, 01 de fevereiro de 2026
Por Cláudio Humberto | 1 de fevereiro de 2026
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
Enquanto fere de morte instrutores e geradores de emprego donos de autoescola, o governo Lula viu o número de reprovação nos exames para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) disparar quase 500% desde o início do terceiro mandato do petista. Os números foram obtidos pela coluna via Lei de Acesso à Informação e são da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), subordinada ao Ministério dos Transportes, que patrocinou a ofensiva contra as autoescolas.
Pré-caos
Considerando exames para veículos de quatro e duas rodas, em 2022, último ano antes de Lula assumir, foram 48.744 “inaptos”.
Melhora e piora
No primeiro ano do Lula3, o número até caiu, chegou a 48.590. Mas só aí. Em 2024, as reprovações dispararam para 68.577, alta de 41,13%.
Teto de reprovações
No ano em que Lula resolveu que pode excluir autoescolas do processo, o número é espantoso: 284.736 inaptidões. Alta de 484.15% desde 2022.
Aprovações caem
Mesmo o número de aprovados nos exames caiu 8%. Fora 4.863.043 em 2022. No ano passado, o número ficou em 4.474.032.
‘Telegramas’ do Brasil em Caracas são um vexame
Chega a ser constrangedora a leitura de um punhado de “telegramas” ao Itamaraty produzidos pela embaixada do Brasil na Venezuela, revelando uma diplomacia abobalhada pela ideologia do governo Lula (PT) e empenhada em trombetear mentiras do ditador Nicolás Maduro. Como quando, em 29/07/25, citou “projeção” de 9% do PIB da Venezuela, país na verdade em ruínas, e “crescimento” da economia “por 17 trimestres consecutivos”. Sem nada questionar. O Itamaraty já foi melhor que isso.
‘A gente somos inúútil’
Os telegramas só foram obtidos pela Lei de Acesso à Informação (LAI). Talvez porque o Itamaraty se envergonhe do seu conteúdo.
Notícias de uma tirania
As comunicações da “Brasemb Caracas” se ocupam em copiar notícias sobre eventos de interesse do tirano e a reproduzir suas mentiras.
Gol de placa
Telegrama que até parece press-release, de evento sobre turismo, cita
raro gesto de dignidade: convidada, a empresa aérea Gol não apareceu.
Sem samba
Kim Kataguiri (União-SP) tem atuado para impedir repasse de R$1 milhão para escola de samba que vai ter Lula como enredo. O deputado vê propaganda antecipada, “escola de samba não é cabo eleitoral”.
Uma benção
Ano eleitoral é uma benção no bolso do eleitor, ops!, brasileiro. A Aneel, que quase sempre joga contra quem sustenta tudo, anunciou bandeira tarifária verde em fevereiro, portanto, sem cobrança extra.
Chapa pura
No PL do Distrito Federal, se desenha uma chapa pura dos liberais, que teria a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e a deputada Bia Kicis. A trava é que o partido ainda não fechou aliança para o governo distrital.
Demanda pluripartidária
Surpreendeu até a oposição iniciativa do Psol e da Rede, que pediu afastamento do ministro Dias Toffoli (STF) do caso Master. “Isso é um escândalo em qualquer ideologia”, diz o senador Carlos Portinho (PL-RJ)
Campos na mira
Será terça (3) a leitura do pedido de impeachment do prefeito do Recife, João Campos (PSB). Maracutaia envolvendo nomeação na procuradoria municipal embasa o pedido do vereador Eduardo Moura (Novo).
Pujança liberal
Carlos Portinho (PL-RJ) celebra o crescimento do partido no Senado, hoje com 15 parlamentares e com a maior bancada da Casa, “”Quando cheguei éramos três”, lembra o líder do partido.
Sem benesse
A vereadora Cris Monteiro (Novo-SP) pediu a suspensão de saidinhas de presos no carnaval. “Essa data já registra aumento de furtos e roubos, não há motivo para piorar o problema despejando criminosos nas ruas”.
Banco investidor
Mesmo com apenas R$ 4 milhões em caixa, o Banco Master pagou 32 vezes mais para a esposa de Moraes. “A conta não fecha e o povo sabe disso”, alerta o deputado Giovani Cherini (PL-RS).
Pergunta na Sapucaí
É Lula na folia ou folia do Lula?
PODER SEM PUDOR
Voto declarado
Depois de elogiar a atuação de Osmar Serraglio na CPI dos Correios, a deputada Juíza Denise Frossard (PPS-RJ) confessou que votaria nele, se pudesse, para ministro do Supremo Tribunal Federal. Ao ouvir a declaração, o presidente Delcídio Amaral (PT-MS) provocou:
– Vote em mim, também, no Mato Grosso do Sul!
– Só se você votar em mim no Rio de Janeiro – devolveu a deputada.
– Isto está virando compra de voto – encerrou, rindo, Arnaldo Faria de Sá.
Com Rodrigo Vilela e Tiago Vasconcelos
Instagram: @diariodopoder
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
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