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Mundo Retirada russa de Kherson levará pelo menos uma semana, diz Kiev

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Forças de Putin têm 40.000 soldados na região de Kherson e que ainda tinha forças na cidade, ao redor da cidade e na margem direita do vasto rio Dnipro

Foto: Kremlin/Divulgação
Forças de Putin têm 40.000 soldados na região de Kherson e que ainda tinha forças na cidade, ao redor da cidade e na margem direita do vasto rio Dnipro. (Foto: Kremlin/Divulgação)

O ministro da Defesa da Ucrânia disse nesta quinta-feira (10) que a Rússia levará pelo menos uma semana para retirar suas tropas da cidade de Kherson, no sul do país, e que o inverno desaceleraria as operações no campo de batalha, dando a ambos os lados a chance de se reagrupar.

Em entrevista em Kiev, Oleksii Reznikov disse que a Rússia tem 40.000 soldados na região de Kherson e que ainda tinha forças na cidade, ao redor da cidade e na margem direita do vasto rio Dnipro.

“Não é tão fácil retirar essas tropas de Kherson em um ou dois dias. No mínimo, (levará) uma semana”, disse ele à Reuters, reconhecendo que é difícil prever as ações da Rússia.

Retirada

A Rússia anunciou na quarta-feira que se retiraria da margem oeste do Dnipro, que inclui a cidade de Kherson, a única capital regional que Moscou capturou desde que invadiu a Ucrânia em fevereiro. Reznikov disse que tal saída liberaria forças de ambos os lados para lutar em outros lugares.

A Ucrânia, disse ele, possui uma força de segurança e defesa de 1 milhão de pessoas para proteger uma fronteira “não amigável” de 2.500 km com a Bielorrússia, Rússia e áreas ocupadas da Ucrânia. Reznikov minimizou a ameaça de um ataque nuclear russo na Ucrânia e descartou como “loucura” a ideia de que Moscou poderia explodir a vasta barragem de Kakhovka, no sul, quando suas forças se retirarem.

Ele disse que tal medida inundaria áreas controladas por Moscou e também cortaria seu acesso ao abastecimento de água doce através de um canal do Dnipro para a Crimeia anexada. Ambos os lados do conflito acusaram o outro de planejar a destruição da barragem.

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Eloa Guterres
11 de novembro de 2022 10:30

Acho que isso é um golpe, vão se restruturar e voltar com força!

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