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Brasil Réus no caso Bernardo vão a júri popular

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Leandro Boldrini e Graciele Ugulini. (Foto: Reprodução)

(Fabiane Christaldo/ O Sul)

Leandro Boldrini, Graciele Ugulini e os irmãos Edelvânia e Evandro Wirganovicz serão julgados por Júri popular no caso da morte de Bernardo Uglione Boldrini, de 11 anos. A decisão é do juiz de Direito Marcos Luís Agostini, titular da Vara Judicial.

Na sentença de 137 páginas, o magistrado considera que há prova da materialidade e indícios suficientes de autoria em relação aos quatro réus. Assim, eles serão julgados pelo Conselho de Sentença do Tribunal do Júri, onde os jurados decidirão se são culpados ou inocentes dos crimes de homicídio quadruplamente qualificado (Boldrini e Graciele), triplamente qualificado (Edelvânia) e duplamente qualificado (Evandro), ocultação de cadáver e falsidade ideológica (neste caso, só Boldrini), conforme a denúncia do Ministério Público. Cabe recurso da decisão.

 

Durante a instrução processual, foram ouvidas 25 testemunhas arroladas pela acusação e 29 testemunhas arroladas pelas defesas.

O advogado Marlon Taborda, assistente de acusação, afirmou que está satisfeito com a decisão. “Há provas suficientes para pronunciar os quatro réus e nada mais justo que a sociedade decidir quando há um crime contra a vida”, comentou.

O advogado de Boldrini, Ezequiel Vetroretti, foi contatado pela reportagem, mas não quis se manifestar. Demetryus Eugenio Grapiglia, responsável pela defesa de Edelvânia, afirmou que está fora do Estado e ainda não teve acesso à decisão da Justiça. Assim que retornar de viagem deve avaliar a situação com sua cliente. O procurador de Evandro, Hélio Sauer, estava em viagem e não poderia atender o telefone, segundo sua secretária.

CASO

Bernardo Uglione Boldrini, de 11 anos, desapareceu em 4 abril de 2014 em Três Passos. O pai, Leandro, e a madrasta, Graciele, comunicaram o sumiço da criança.

Dez dias depois, o corpo foi encontrado em Frederico Westphalen, dentro de um saco plástico e enterrado às margens de um rio.

Edelvânia, amiga de Graciele, admitiu o crime. Ela contou à polícia sobre uma medicação administrada na criança e também foi responsável por apontar o local onde o corpo foi enterrado. A investigação policial apurou que o irmão dela Evandro teria ajudado na ocultação do cadáver.

A perícia confirmou a presença do medicamento Midazolam (sedativo) no estômago, rins e fígado da vítima.

ODILAINE UGLIONE

Os restos mortais da mãe de Bernardo foram exumados na manhã de terça-feira (11), Cemitério Municipal de Santa Maria. Odilaine Uglione morreu em 10 de fevereiro de 2010 com um tiro na cabeça, no consultório do marido, o médico Leandro Boldrini. Na época, a investigação concluiu que Odilaine havia se suicidado, mas o inquérito foi reaberto neste ano. Uma perícia contratada pela família apontou que a carta de suicídio não foi escrita por ela.

Desde a morte violenta da criança, Jussara Uglione, mãe de Odilaine e avó materna de Bernardo, vinha solicitando a reabertura do inquérito sobre a morte da filha. Conforme Taborda, o trabalho da polícia é fundamental para “confirmação ou confrontação dos pontos obscuros” a respeito do incidente.

 

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