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Rio Grande do Sul Rio Grande do Sul confirma ter descartado suspeitas de coronavírus

Protocolo de diagnóstico exclui possibilidade de casos do vírus.

Foto: Erasmo Salomao/Ministério da Saúde
Protocolo de diagnóstico exclui possibilidade de casos do vírus. (Foto: Erasmo Salomao/Ministério da Saúde)

Após o Ministério da Saúde informar, nesta quinta-feira (23), que não há casos suspeitos de coronavírus no Brasil, secretarias de saúde de quatro Estados e do Distrito Federal confirmaram ter descartado casos que chegaram a reportar à rede CIEVS (Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde), entre eles, o Rio Grande do Sul.

Em nota divulgada também nesta quinta-feira, a secretaria de Saúde do Rio Grande do Sul confirma não ter registro de nenhuma situação relacionada ao novo coronavírus em investigação. A pasta explica que, na quarta-feira (22), chegou a notificar ao Ministério da Saúde um possível caso, mas já descartou tal hipótese.

“Tratava-se de uma pessoa que passou 18 dias trabalhando na China e que procurou atendimento médico com febre e tosse. Foram tomadas as medidas preconizadas para atendimento de caso suspeito e o resultado foi negativo, sendo que o paciente sequer está internado”, explica a secretaria gaúcha, que está orientando os profissionais das redes de saúde pública e privada sobre os critérios estabelecidos pela OMS e os procedimentos preconizados pelo Ministério da Saúde no Boletim Epidemiológico divulgado hoje.

Entre as principais orientações está a recomendação para que, em eventuais casos suspeitos, os pacientes utilizem máscara cirúrgica, e os profissionais que tiverem contato com ele todos os equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados, além das medidas de precaução padrão. Os casos graves devem ser encaminhados para um hospital de referência, e os leves devem ser acompanhados pela atenção básica em saúde.

Ministério descarta casos no País

Nesta quinta pela manhã, o secretário substituto de Vigilância em Saúde do ministério, Júlio Croda, garantiu que o Brasil está preparado para lidar com a doença. “Nossa rede laboratorial está preparada para realizar os testes e fazer os diagnósticos, mas, neste momento, não há porque submeter a exames [para detecção do coronavírus] todos os pacientes [com sinais] de síndromes gripais, que são avaliadas de acordo com outro protocolo, o de [detecção do vírus] influenza, que é o vírus mais comum”.

Croda destacou que, segundo a OMS, até o momento, só há registros da transmissão do vírus entre pessoas que moram ou tiveram contato frequente com pessoas infectadas, incluindo profissionais de saúde. “A OMS estabeleceu dois critérios [para atestar a presença do coronavírus]. Um clínico: a pessoa precisa ter febre e mais algum sintoma respiratório. E temos os critérios epidemiológicos, que são três: ter viajado para Wuhan, na China; ter tido contato com algum paciente suspeito de coronavírus ou com algum paciente com [a doença] já confirmada. São estas as situações em que uma pessoa pode ser enquadrada em um caso suspeito.”

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