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Saúde Rio Grande do Sul registra 837 novos diagnósticos de câncer infantojuvenil em 2025

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No Brasil foram registrados quase 12 mil novos diagnósticos.

Foto: Instituto do Câncer Infantil/Divulgação
No Brasil foram registrados quase 12 mil novos diagnósticos. (Foto: Instituto do Câncer Infantil/Divulgação)

De acordo com os dados mais recentes do Painel Oncologia Brasil (DATASUS), do Ministério da Saúde, em 2025, foram registrados quase 12 mil novos diagnósticos (11.984) de câncer em crianças e adolescentes de 0 a 19 anos no País. Em 2024, esse número foi ainda maior, com 15.811 registros. Os dados foram compilados pela Sociedade Brasileira para a Qualidade do Cuidado e Segurança do Paciente (SOBRASP) em janeiro. No recorte estadual, o Rio Grande do Sul registrou 837 diagnósticos em 2025 entre crianças e adolescentes residentes no estado. Em 2024, foram 1.390 casos.

Conforme o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer infantojuvenil costuma afetar, principalmente, as células do sangue e os tecidos de sustentação, representando cerca de 3% de todos os casos de câncer no Brasil. Por ser formado majoritariamente por células embrionárias indiferenciadas, esse tipo de câncer geralmente responde melhor aos tratamentos. As causas ainda não são totalmente conhecidas, porém cerca de 10% dos casos estão associados a alterações genéticas ou hereditárias. O câncer nesta faixa etária corresponde a 3% de todos os casos de câncer no país.

Os tumores mais frequentes na infância e adolescência são as leucemias, que afetam glóbulos brancos; os tumores do sistema nervoso central e os linfomas que atingem o sistema linfático.

Os sintomas do câncer infantil podem ser semelhantes aos de doenças frequentes entre crianças. “É importante investigar sinais que persistem sem explicação clínica, como palidez, hematomas ou sangramento, dor óssea; caroços ou inchaços – principalmente quando são indolores e sem febre -, perda de peso inexplicada, tosse persistente, sudorese noturna e falta de ar. É essencial ficar atento às alterações nos olhos; inchaço abdominal; dores de cabeça persistentes ou graves, vômitos pela manhã com piora ao longo do dia, além de dor em membros e inchaço sem traumas”, explica o pediatra e membro da SOBRASP, dr. Tiago Dalcin.

A leucemia é o tipo de câncer mais frequente entre crianças e adolescentes, representando cerca de 30% de todos os casos de câncer infantil. Os principais cânceres nesta faixa etária são:

* Leucemias (principalmente a LLA – Leucemia Linfoblástica Aguda) – câncer da medula óssea, com sintomas como palidez, sangramentos e dor óssea.
* Tumores do Sistema Nervoso Central (SNC): incluindo o meduloblastoma, caracterizado por dores de cabeça, vômitos e tonturas.
* Linfomas: tumores que acometem o sistema linfático.
* Neuroblastoma: tumor que afeta células nervosas, geralmente no abdômen.
* Sarcomas (ósseos e partes moles): como o esteossarcoma (afeta ossos longos) e rabdomiossarcoma (atinge pernas e braços, além de cabeça e pescoço).
* Retinoblastoma: câncer ocular raro, com alta incidência em crianças menores de 5 anos.

O câncer infantil é uma doença que provoca um forte impacto social e emocional, além de afetar diretamente a rotina das famílias. Em muitos casos, pais e responsáveis precisam se dedicar integralmente ao cuidado da criança, o que pode incluir o afastamento do trabalho e longos deslocamentos em busca de tratamento especializado, muitas vezes longe de casa.

“O cuidado com o câncer infantil vai muito além do tratamento da doença. É um trabalho feito por uma equipe multiprofissional que atua para reduzir os impactos físicos e emocionais do tratamento. Garantir a presença dos pais ou responsáveis é essencial para a segurança emocional da criança. Humanizar o cuidado é entender que essa família está vivendo uma ruptura profunda na rotina e precisa ser acolhida durante todo o processo”, finaliza Dalcin.

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