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Rio Grande do Sul Rio Grande do Sul registra alta de 225% em feminicídios no mês de agosto

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No acumulado do ano, foram 72 assassinatos de mulheres em razão do gênero.

Foto: Marcos Santos/USP
No acumulado do ano, foram 72 assassinatos de mulheres em razão do gênero. (Foto: Marcos Santos/USP)

Os registros de feminicídios no Rio Grande do Sul saltaram 225% na comparação entre agosto de 2020 com o mesmo mês em 2021, segundo os indicadores divulgados pela Secretaria de Segurança Púbica (SSP) nesta sexta-feira (10).

Em agosto do ano passado, foram quatro registros. Já durante o mês neste ano, foram 13 mulheres assassinadas devido ao gênero. O titular da SSP, vice-governador Ranolfo Vieira Jr., lamentou o aumento de casos, mas destacou o reforço das estruturas da Brigada Militar e da Polícia Civil na proteção das mulheres.

“Não tenho dúvida que, até o final do ano, vamos também reduzir o feminicídio”, diz.

Entre as 13 vítimas de feminicídio em agosto, duas tinham registro de ocorrência contra o agressor, segundo a SSP. Em nove casos, o homem tinha vínculo amoroso ou familiar com a mulher assassinada.

A diretora da Divisão de Proteção à Mulher da Polícia Civil, delegada Jeiselaure de Souza reforça a necessidade de conscientização sobre o tema.

“É preciso que sejam feitas campanhas de encorajamento dessas mulheres, que rompam o silêncio, que busquem ajuda através de todos os canais que são disponibilizados, da Polícia Civil, da própria Secretaria da Segurança Pública, para que, no primeiro estágio de violência doméstica e familiar, denuncie o seu agressor”, afirma.

No acumulado desde janeiro, houve um aumento de 26% entre 2020 e 2021. Foram 57 feminicídios nos primeiros oito meses de 2020, contra 72 no mesmo período deste ano. Além disso, foram 20,9 mil ameaças, 11,2 mil casos de lesão corporal e 1,2 mil estupros no ano.

Como denunciar

1) Telefones

Disque Denúncia: 181
Brigada Militar: 190 (emergências)

2) WhatsApp

Polícia Civil: (51) 98444-0606

3) Internet

Denúncia Digital 181
Delegacia Online

4) Delegacias

Qualquer delegacia de polícia pode ser procurada, além das 23 delegacias da mulher e das patrulhas Maria da Penha, cujos telefones se encontram no site da SSP.

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Peter Venkman
11 de setembro de 2021 18:26

Aí vêm as tais autoridades com suas pesquisas milagrosas dizendo que os homicídios caíram consideravelmente em tal período (…). Enquanto criam-se nomes pra distinguir gênero, tipo, espécie e tal (que na prática, não muda em nada), alguns se deixam levar pelas informações duvidosas e distintas sobre a criminalidade. Homicídio é homicídio! Deve ter o mesmo tratamento, independente do sexo da vítima. A diferenciação deve estar na delegacia, na hora do depoimento, exame de corpo de delito e demais procedimentos de praxe. Ainda hoje se vê homens atendendo tais casos, o que evidentemente e por razões lógicas, pode comprometer a qualidade… Leia mais »

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