Domingo, 05 de abril de 2026
Por Redação O Sul | 3 de outubro de 2025
Apesar de o Rio Grande do Sul não registrar até o momento qualquer ocorrência envolvendo a recente onda de bebidas adulteradas com metanol (altamente tóxico e cuja ingestão pode ser fatal), o Instituto-Geral de Perícias (IGP) do Estado chama a atenção dos gaúchos para a importância da atenção redobrada ao comprarem bebidas alcoólicas. A adulteração pode ser verificada a partir de aspectos específicos.
De acordo com a perita criminal da Seção de Documentoscopia Forense do órgão, Renata Duarte Sangalli, a população deve estar atenta a alguns sinais que podem indicar fraude. A lista inclui preços muito abaixo do mercado, algo muitas vezes suspeito.
“Desconfie, pois as bebidas em geral tem um custo maior para cumprir as normas sanitárias e dar mais segurança ao consumidor”, alerta a especialista. “Orientamos que seja verificada, por exemplo, a qualidade de impressão da embalagem, bem como observar se o lacre não está rompido.”
Algumas dicas
– Tampa e lacre: evite produtos com lacre rompido, amassado ou sem selo de controle (IPI).
– Líquido: desconfie de bebidas com cor estranha, resíduos ou nível de enchimento irregular.
– Rótulo: cuidado com erros de grafia, impressão de baixa qualidade, desalinhamento ou ausência de informações em português.
– Preço: se estiver muito abaixo do praticado, suspeite.
– Local de compra: prefira estabelecimentos regulares e exija sempre a nota fiscal.
– O descarte correto ajuda o combate ao mercado ilegal. Uma dica é separar a tampa (plástico ou metal) e descartar os dois separadamente, além de rasgar ou remover o rótulo. As garrafas podem ser destinadas para pontos de coleta e locais de reciclagem autorizados.
Atuação decisiva
A Seção de Documentoscopia Forense do IGP tem atuação fundamental na produção de provas técnicas relacionadas a fraudes de documentos (físicos e digitais), grafismos (assinaturas e manuscritos), papel-moeda e produtos.
Nas perícias de falsificação de produtos, por exemplo, o exame é realizado quanto ao aspecto externo das peças questionadas, com análise das logomarcas e demais características que identificam um determinado produto, marca e fabricante. Também é realizado o exame dos selos, lacres, rótulos, embalagens e recipientes.
“Nosso trabalho técnico fortalece a segurança pública e ajuda a proteger a saúde da população. Mas o primeiro filtro está nas mãos do consumidor ao observar os principais pontos suspeitos do produto”, finaliza Renata Duarte Sangalli.
(Marcello Campos)
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