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Geral Rolls-Royce admite a prática de corrupção no Brasil e aceita recolher 26 milhões de dólares aos cofres públicos brasileiros

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Conforme o comunicado da Rolls-Royce, o único acordo que já está fechado é com as autoridades britânicas. Os acordos da empresa no Brasil e nos Estados Unidos ainda estão sob negociação. (Foto: Reprodução)

A multinacional britânica Rolls-Royce anunciou que firmou acordos de leniência com as autoridades brasileiras, americanas e da Grã-Bretanha para auxiliar em investigações sobre casos de corrupção nos três países.

Em troca de possíveis punições contra a companhia, eles irão pagar multas que chegam a US$ 26 milhões no Brasil, a quase US$ 170 milhões nos Estados Unidos, além de 497 milhões de libras esterlinas na Grã-Bretanha. Segundo a empresa, se confirmados, o total dos acordos, nos três países, chega a 671 milhões de libras esterlinas.

Nas investigações da Operação Lava-Jato, o nome da Rolls-Royce apareceu após a delação do ex-gerente de Serviços da Petrobras, Pedro Barusco. Ele disse que a empresa pagou propinas a funcionários da Petrobras para fechar um contrato de US$ 100 milhões com a estatal. A multinacional forneceu turbinas de geração de energia para plataformas de petróleo.

No depoimento, Barusco disse que ele próprio recebeu US$ 200 mil, mas afirmou que não se recordava dos nomes das outras pessoas que dividiram a propina.

Conforme o comunicado da Rolls Royce, o único acordo que já está fechado é com as autoridades britânicas. Os acordos da empresa no Brasil e nos Estados Unidos ainda estão sob negociação.

A empresa é investigada nos três países por supostas fraudes em contratos com companhias locais. No caso do Brasil, as autoridades apuram o envolvimento da Rolls Royce em contratos com a Petrobras.

De acordo com uma reportagem divulgada pelo jornal britânico The Guardian e pela rede de tv BBC, a Rolls-Royce contratou uma rede de agentes que atuavam no pagamento de propina para o fechamento de contratos em, pelo menos, 12 países.

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