Terça-feira, 14 de julho de 2026
Por Redação O Sul | 14 de julho de 2026
Declaração do ex-governador (foto) ocorreu após Flávio, pré-candidato à Presidência da República, ler uma carta escrita por Jair Bolsonaro
Foto: ReproduçãoO pré-candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) criticou nesta terça-feira (14) a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), de suspender as visitas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao pai, Jair Bolsonaro (PL), após ele tornar pública uma carta redigida pelo ex-presidente na qual empodera o filho como porta-voz na disputa eleitoral deste ano.
Jair Bolsonaro cumpre prisão em regime domiciliar e está proibido de acessar a internet. “Acho que todo mundo já viu filmes, já viu diversas ocasiões em que quem está detido se comunica por carta, como foi dito. É algo mais do que normal, é verificável, ninguém vai mandar dentro de uma carta uma faca, uma pistola, droga, etc.; é papel. Então, você querer, vamos dizer, tolher um direito do ser humano”, opinou Zema.
A declaração de Zema, em entrevista à CBN Santos, ocorreu após Flávio, pré-candidato à Presidência da República pelo PL (Partido Liberal), ler uma carta escrita pelo ex-presidente, dizendo que o momento atual é de “deixar as diferenças de lado”.
Na decisão de Moraes, o ministro ressaltou que uma das medidas cautelares contra o dirigente de direita era a proibição “de utilização de redes sociais, diretamente ou por intermédio de terceiros”. Para ele, o senador desrespeitou as regras e atuou com uma “conduta irregular” à medida cautelar imposta ao pai.
O magistrado ainda acionou o MPE (Ministério Público Eleitoral) para investigar Flávio por suposta propaganda eleitoral antecipada. A equipe jurídica do senador, no entanto, afastou a preocupação de se tornar alvo de ação das autoridades pelo caso.
A carta surge em meio a um desentendimento entre Flávio e sua madrasta, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que decidiu expor, em vídeos publicados nas redes sociais no mês passado, um desentendimento entre os dois, decorrente do acordo de apoio do PL envolvendo o ex-ministro da Fazenda, Ciro Gomes (PSDB), pré-candidato ao governo do Ceará.
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