Sábado, 16 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 16 de maio de 2026
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) decidiu se descolar da família Bolsonaro após vir à tona uma conversa entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master. O movimento marca um “divisor de águas” para o mineiro, segundo interlocutores de Zema, que se consolida como pré-candidato a presidente e afasta a possibilidade de ser vice na chapa do filho “01” do ex-presidente da República Jair Bolsonaro (PL).
O PL via com bons olhos o nome de Zema para compor a chapa por acreditar que ele poderia trazer votos de Minas, segundo maior colégio eleitoral do País e considerado o fiel da balança em pleitos presidenciais. O mineiro, no entanto, sempre descartou publicamente a possibilidade de ser vice do senador.
Tendência
A tendência de Zema, segundo integrantes da campanha, é que ele siga na linha crítica e acentue as diferenças com Flávio, ainda que isso possa criar rachas no Partido Novo. “O afastamento de Flávio é desejável”, afirmou um interlocutor do mineiro.
Críticas
O ex-governador de Minas Gerais criticou a troca de mensagens entre Flávio e Vorcaro no dia em que se tornou público o diálogo em que o presidenciável cobrava dinheiro do banqueiro para financiar “Dark Horse”, um filme sobre a vida do pai, estrelado pelo ator Jim Caviezel, que agora é pressionado a deixar o elenco do longa. A rapidez irritou diretórios do Novo em Estados como Santa Catarina e Paraná.
Na sexta-feira (15), Flávio Bolsonaro criticou Romeu Zema por “pré-condená-lo” e ser “precipitado” ao julgar o caso. O mineiro disse que ver o senador cobrando dinheiro de Daniel Vorcaro era “imperdoável”. “É um tapa na cara dos brasileiros de bem”, afirmou em vídeo postado em suas redes sociais na última quarta (13), mesmo dia do vazamento das mensagens.
Reformulação
A campanha do senador decidiu reformular a equipe de comunicação após a crise gerada pela divulgação das conversas entre ele e Vorcaro. O coordenador da campanha, Marcello Lopes, conhecido como Marcelão, vai mudar o time para fortalecer a “resposta a situação de estresse”.
O chefe da campanha, amigo de Flávio, também disse querer melhorar o diálogo com a imprensa e combater a desinformação. O responsável pelas mudanças será o jornalista Victor Martins, assessor de Flávio desde 2019. A estratégia já está montada e aguarda a chegada dos novos profissionais. (Com informações da Coluna do Estadão, de O Estado de S. Paulo)
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